Mediunidade, Animismo e Paranormalidade: Qual a diferença?

Muitas vezes não conseguimos constatar uma distinção entre mediunidade, animismo e paranormalidade, ou usamos estes conceitos indevidamente. Por isso convêm definirmos cada um deles. Quem é médium e quem não é?

Encontrando esta dificuldade, Kardec indicou através do Livro dos Médiuns definições para os diferentes tipos de manifestações. Orientou e criou meios de educar a mediunidade. Com estas instruções práticas o manual não se destina apenas aos médiuns, mas a todos que observam os fenômenos espíritas e lidam com eles.

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Frederic Chopin Coversa com Médium Brasileira

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Fryderyk Franciszek Chopin foi pianista e compositor polonês radicado na França e compositor para piano da era romântica (1810 – 1910). Nascido na Polônia em março de 1810, viveu muitos anos na França e faleceu em Paris em outubro de 1849 de tuberculose.

Muito conhecido como compositor para piano e com técnica refinada, seu legado é comparado com outros gênios da música, como Mozart e Bach.

A conhecida médium brasileira Yvone do Amaral Pereira (1900 – 1984) escreveu um livro chamado “Devassando o Invisível”, no ano de 1963, e tem um capítulo dedicado a este compositor: Cap. III – Frederico Chopin, na Espiritualidade.

Por conter nele interessantes informações da vida no mundo espiritual, vamos reproduzir uma parte deste capítulo. Repare na escrita refinada da autora e uma interessante revelação de Chopin no decorrer do texto:

“No dia 3 de Janeiro de 1957, ou na madrugada desse dia, verificou-se a mais positiva e curiosa manifestação de Frederico Chopin, que tivemos a honra de espontaneamente obter, pois jamais temos provocado quaisquer das manifestações que recebemos, nem sequer desejando-as.”

“Tais fatos, como os que passaremos a narrar, são, aliás, comuns nas atribuições de um médium, pois para isso recebeu ele o dom de intérprete do Mundo Invisível; do contrário não os citaríamos aqui, máxime por ser o manifestante um vulto que mais amado se torna quanto mais recuada fica a data em que viveu sobre a Terra.”

“Como de hábito, independente sempre da nossa vontade, tivemos o espírito arrebatado para um vôo pelo Espaço, cuja finalidade se manteve velada ao nosso entendimento terreno até hoje, pois de coisa alguma conseguimos recordar-nos ao despertar.”

“Apenas pudemos perceber que fôramos atraída sob as injunções de Charles (guia espiritual da autora), pois que o víramos aproximar-se, distintamente, antes de lançar a descarga fluídica que nos levou a adormecer magneticamente, no transe que se seguiu.”

“Ao regresso, porém, mal despertávamos, notamos estar acompanhada também por outra entidade, além de Charles, reconhecendo tratar-se de Frederico Chopin, já nosso conhecido desde o ano de 1931”.

“Totalmente desperta, mas ainda imobilizada sob a dormência da letargia, compreendemos que se acentuava a materialização das duas individualidades em apreço, pois jamais os amigos espirituais abandonam seus médiuns antes que se desfaça a ação melindrosa de um transe dessa natureza.”

“Ao contrário, trazem-nos sempre até ao aposento onde se encontra o corpo semimorto, ajudando-os na operação penosa de se reapossarem definitivamente do mesmo.”

“No entanto, o amigo Chopin, sentando-se numa cadeira colocada em frente ao nosso leito, deixou-se materializar tão perfeitamente que apresentou todas as características humanas, enquanto, de pé, fluídico e transparente, levemente lucilante, com a sua indumentária de iniciado hindu, Charles como que assistia, ou presidia o fenômeno, pois os iniciados gostam de provocar sempre, para os seus médiuns, fenômenos empolgantes, a fim de instruí-los, preferindo, contudo, as manifestações tipicamente espirituais.”

“Chopin entrou a narrar, então, os sofrimentos por que passou desde que se reconheceu irremediavelmente doente, atacado pela tuberculose. Disse da desolação que o dominou ante a impossibilidade de se dedicar aos trabalhos que pretendia levar a efeito, e aludiu às dificuldades financeiras que o afligiram, às humilhações e desgostos daí decorrentes, sem se referir, jamais, à sua grande amiga George Sand.”

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“Mas, à proporção que narrava, evocando o próprio passado terreno, revivendo-o, em si mesmo, transformava-se: voltou àquela fase da sua existência, mostrou-se enfermo, tuberculoso, abatido, rouco, os olhos profundos e pisados, o peito arquejante, cansado pelo esforço da conversação. Vimo-lo tossir dolorosamente, expectorar, levar o lenço à boca, ter hemoptise!”

“Vimo-lo suar e enxugar a fronte e o rosto, com o lenço, e sentimos o seu hálito de doente do peito sem o devido trato! Não mais um Espírito desencarnado, mas um homem gravemente enfermo, com todos os complexos do estado de encarnação! Chorava, revelando grande sofrimento moral, além do físico.”

Assaltada, então, por um intenso e indefinível sentimento de angústia e compaixão, mas ainda meio atordoada pelas últimas gradações do transe, levantamo-nos do leito, ajoelhamo-nos diante dele e nos pusemos a chorar também, pois o médium canaliza para si todas as impressões da entidade com que se comunica.”

“Então, tínhamos os braços apoiados sobre seus joelhos e as mãos cruzadas como em prece, e ele nos pareceu tão sólido e material como qualquer ser humano.”

“Dizia sentir febre e tocou nossas mãos com as suas, provando o que dizia: sentimos, com efeito, que aquelas mãos estavam quentes e húmidas, acusando temperatura elevada”.

“Queixou–se de que tinha o estômago e os intestinos inchados e doloridos, devido à doença, a qual àqueles órgãos também afetara, e, ao dizê-lo, comprimia-os com as mãos”.

“O sofrimento que nas atingia era intenso e insuportável. Charles interveio, levantando-o docemente e furtando-o, e a si próprio, de nossa visão. Mas, antes que se desfizesse de vez o fenômeno, tomámos de suas mãos e beijámo-las, exclamando: “Adeus, Fred!”, pois esse é o tratamento que lhe damos sempre, durante os transes dessa natureza. Esse fenômeno deixou-nos entristecida e abalada durante muitos dias.”

“De outra feita, isto é, a 10 de Março de 1958, materializado plenamente à nossa frente, recordando seu estado humano, deixou-se contemplar muito agasalhado com roupa de lã e envolvido num pequeno cobertor, ou manta, que lhe tomava a cabeça e os ombros, emprestando-lhe aspecto feio.”

“Dizia passar mal durante o inverno e no período das chuvas, e mostrou os pés, que estavam inchados, coisa difícil de um médium poder observar, os pés, numa entidade desencarnada, mesmo quando materializada.”

“Observámos novamente que suas calças eram de “tecido de lã azul”, com a particularidade de mostrar pequenos pontos reluzentes em alto relevo, como gotas de orvalho, as meias também eram de lã, de cor branco marfim, quase creme, e que usava chinelos muito grandes, arrastando-os ao caminhar, parecendo que não lhe pertenciam.”

“Essa materialização, tão perfeita quanto a antecedente, fez-nos vê-lo sentar-se ao nosso lado, num divã. Sentimos o contato da sua presença, a impressão do calor natural a um corpo carnal, como se, realmente, se tratasse de uma pessoa humana que nos visitasse. Não nos recordamos, porém, de nenhuma conversação substancial, ou doutrinária, que tivéssemos.”

“Jamais lhe perguntamos algo, e nunca somos a primeira a falar, o que, de igual modo, acontece sempre que nos comunicamos com outros Espíritos”.

“Note-se que a conversação assim realizada nunca se processa através da palavra enunciada, mas telepaticamente, o que é tanto ou mais eficiente do que o verbo falado, a tal ponto que o médium distingue as vibrações de todos os seus Guias e amigos espirituais, e reconhece-os como se tratasse do tom vocal de cada um deles.”

“E’ possível que durante a emancipação do nosso espírito pelo transe letárgico, ou desdobramento tenhamos conversações substanciais com esse encantador Espírito”. Mas, em vigília, nossos entendimentos são curtos, embora afetuosos e muito interessantes, servindo, geralmente, para identificá-lo.

“Pediu-nos, certa vez, muito delicadamente, que tomássemos um professor de música e aperfeiçoássemos o nosso conhecimento de piano, com fervor e vontade, porque, se assim fosse, afirmou ele: eu poderia realizar o que desejo, por seu intermédio. Então, dar-lhe-ia mensagens do gênero que mais me interessaria, pois somente me expressarei pela música…”

“Mas, não sendo possível atendê-lo, porquanto sabemos que a Arte arrebata o espírito e julgamos serem outros os nossos compromissos com a Doutrina Espírita, resignamo-nos apesar de não satisfazer o desejo do querido amigo, nesse particular.”

“Asseverou-nos que sabia ser ele muito amado pelos brasileiros, o que particularmente o enternece. Mas observa que ninguém lhe dirige uma prece, e que necessita desse estímulo para as futuras tarefas que empreenderá, ao reencarnar, quando pretende servir a Deus e ao próximo, o que nunca fez através da música.”

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“Declarou que, salvo resoluções posteriores, pretende reencarnar no Brasil, país que futuramente muito auxiliará o triunfo moral das criaturas necessitadas de progresso, mas que tal acontecimento só se verificará do ano de 2000 em diante, quando descerá à Terra brilhante falange com o compromisso de levantar, moralizar e sublimar as Artes.”

“Não poderá precisar a época exata. Só sabe que será depois do ano de 2000, e que a dita falange será como que capitaneada por Vítor Hugo, espírito experiente e orientador, a quem se acha ligado por afinidades espirituais seculares, capaz de executar missões dessa natureza.”

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Médiuns Curadores

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Por definição os médiuns curadores são pessoas que tem a faculdade de curar apenas pela prece, toque, sopro, imposição de mãos, olhar ou gestos sem a utilização de medicamentos, sendo intermediário ou mediano de Espíritos na cura das doenças.

Franz Anton Mesmer, médico que estudou o magnetismo no final do século 18 afirmou que “…médiuns curadores começam por elevar sua alma a Deus e fazem, por isto mesmo, um ato de humildade, de abnegação e Deus lhes envia poderosos socorros como recompensa. Esse socorro que envia são os bons Espíritos que vêm penetrar o médium de seu fluido benéfico, que é transmitido ao doente. Também é por isto que o magnetismo empregado pelos médiuns curadores é tão potente e produz essas curas qualificadas de miraculosas, e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium. Ao passo que o magnetizador ordinário se esgota, por vezes, em vão, a fazer passes, o médium curador infiltra um fluído regenerador pela simples imposição das mãos, graças ao concurso dos bons Espíritos.

Não podemos confundir mediunidade de cura com magnetização. A magnetização é um tratamento contínuo, regular e metódico; ao passo que a cura realizada por um médium curador ocorre espontaneamente e de forma instantânea.

O médium curador consegue exercer com a sua ação curativa uma cura eficaz, mais ou menos rápida ou, pelo menos, a interrupção do curso da doença. Esta é a grande diferença do médium curador para o médium comum.

Allan Kardec escreveu no Livro dos Médiuns que “…o médium é um intermediário entre os Espíritos e o homem. A força magnética reside no homem, mas é aumentada pela ação dos Espíritos que ele chama em seu auxílio. Se magnetizas com o propósito de curar, por exemplo, e invocas um bom Espírito que se interessa por ti e pelo teu doente, ele aumenta a tua força e a tua vontade, dirige o teu fluido e lhe dá as qualidades necessárias.

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O médium de cura às vezes é assolado por dores, pois sente as dores de pessoas que estão no mesmo local onde se encontra, ou de pessoas que procuram atendimento. É uma característica muito comum aos curadores, que identificam o local a ser tratado, pois sentem em si mesmos as dores e sintomas das enfermidades. Na mediunidade de cura, há médiuns que agem mais eficazmente em certas doenças, e em certos órgãos do que em outros.

A importância dos médiuns curadores nas Casas Espíritas, como afirmou Divaldo Franco, é que ele é o intermediário para o chamamento aos que sofrem, para que mudem a direção do pensamento e do comportamento, integrando-se na esfera do bem.

Os médiuns curadores que praticam as leis sagradas que o Espiritismo ensina, com desinteresse e humildade, se aproximam de Deus. A doçura constante que Jesus Cristo, nosso maior exemplo, ensinou com submissão à vontade de seu Pai e a perfeita abnegação, são os mais belos modelos da vontade que se possa propor na cura.

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Emmanuel no livro Seara dos Médiuns, no capítulo “Oração e Cura” disse: “Lembremo-nos de que lesões e chagas, frustrações e defeitos em nossa forma externa são remédios da alma que nós mesmos pedimos à farmácia de Deus. A cura só se dará em caráter duradouro se corrigirmos nossas atuais condições materiais e espirituais. A verdadeira saúde e equilíbrio vêm da paz que em espírito soubermos manter onde, quando, como e com quem estivermos. Empenhemo-nos em curar males físicos, se possível, mas lembremos que o Espiritismo cura sobretudo as moléstias morais“.

Um exemplo de médium curador e de grande importância em nosso estado foi Juvêncio de Araújo Figueiredo. Nascido na Ilha do Desterro, hoje Florianópolis em 27 de setembro de 1865 foi um dos pioneiros espíritas de Santa Catarina. Foi membro da Academia Catarinense de Letras, da qual ocupava a cadeira de número 17, e muito amigo de Cruz e Souza, também espírita.

Foi um dos mais notáveis médiuns espíritas, podendo-se mesmo dizer que foi uma das raras joias da mediunidade, pois, além das incalculáveis possibilidades que os Espíritos do Senhor nele encontravam para suavizar as dores da alma e do corpo. Era dotado de notável poder de análise e de discernimento. A sua mediunidade era das mais seguras, pois, como médium meticuloso e amante da verdade, tudo submetia ao crivo da razão e da lógica.

Juvêncio de Araújo iniciou sua vida como tipógrafo, passando posteriormente a colaborar em vários jornais, tanto de sua terra como de outros pontos do país. Poeta harmônico e agradável teve a honra de fazer parte de um grupo de amantes da literatura, do qual faziam parte Cruz e Sousa, Santos Lostada, Oscar Rosas, Virgílio Várzea, Horácio de Carvalho dentre outros. Em 1904, escreveu Ascetérios. Logo após produziu alguns trabalhos inéditos, tais como Praias e Novenas de Maio.

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Desencarnou em 1927 com 62 anos, grande parte dos quais destinados à difusão do Espiritismo. Os que tiveram a oportunidade de conhecer ou conviver com esse grande médium e conselheiro puderam sentir o quanto vale um homem que tem dons de Espírito e que os coloca a serviço do seu próximo.

BIBLIOGRAFIA

  1. Wikipédia – http://pt.wikipedia.org/wiki/Juv%C3%AAncio_de_Ara%C3%BAjo_Figueiredo;

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A Maior Sessão Mediúnica da História

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Pentecostes é uma festa de origem judaica que foi adotada posteriormente pelo cristianismo e até os dias de hoje é comemorada sete semanas depois da festa de Páscoa. O nome Pentecostes vem da língua grega (Hemera: “O Quinquagésimo Dia”) e significa “cinquenta dias depois” (da Páscoa).

Originalmente essa festa possuía três nomes hebraicos: “Festa das Semanas”, “Festa das Colheitas” ou “Dia das Primícias”. Estes nomes revelam um pouco do sentido dessa comemoração de cunho agrícola, que acontecia na época das colheitas e, como a própria denominação indica, era primeiramente realizada nos campos de trigo com o objetivo de promover a fraternidade entre os agricultores e, na prática, tratava-se de um mutirão para colher o trigo pronto para a ceifa.

Era um evento que se estendia por vários dias e era celebrado na estação sem chuvas em Israel. Motivo pelo qual os celebrantes, que vinham de longe, armavam suas tentas ao redor dos campos. A “Festa da Colheita” era motivo de alegria e ação de graças para o povo judeu que atraía para Jerusalém pessoas de toda a parte. Somente a partir do século VII a.C. todas as festas foram transferidas para o templo em Jerusalém, sede do governo, capital política e espiritual e, portanto, centro de todos os acontecimentos da vida judaica.

Uma das razões que ocasionou a mudança de nome para “Festa de Pentecostes” foi o domínio da cultura grega em 331 a.C., que impôs sua língua ao mundo, tornando-a muito popular entre os judeus. Mas Pentecostes adquiriu sua grande importância para os cristãos somente após a “ressurreição” de Jesus, ou seja, cinquenta dias depois da Páscoa.

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Podemos imaginar Jerusalém, a cidade dos profetas como também era conhecida, tomada pelos gregos e egípcios que vinham ofertar sua primeira colheita ao templo. Com tantos estrangeiros circulando, os mais diversos idiomas e dialetos eram falados nas ruas da cidade, onde eram deixados restos da colheita pelo chão para que os peregrinos, viúvas e órfãos pudessem se alimentar e dar graças.

Os discípulos do Nazareno estavam entre os amedrontados e os entristecidos; Mas também estavam em êxtase e transformados com as últimas instruções do Mestre Jesus, que lhes aparecera em espírito, preparando-os para o apostolado que se avizinhava (Atos dos apóstolos cap.1 de 1 a 5).

Então foram surpreendidos por volta das nove horas da manhã daquele dia quando, diante do olhar de milhares de pessoas, houve o registro da formação de fenômenos físicos através de ruídos e sinais luminosos, além de fenômenos intelectuais por incorporações, onde cerca de 120 pessoas, incluindo os discípulos, ficaram mediunizadas, simultaneamente, e passaram a comunicar-se em 15 idiomas diferentes.

No campo do espiritismo a manifestação por meio da linguagem verbal de um idioma desconhecido pelo médium, acontece através da maleabilidade que ele oferece ao espírito comunicante no momento da comunicação. Ou seja, há um estímulo nesse “arquivo inconsciente” do médium para que ele interprete o pensamento do espírito e o exteriorize na língua que ele carrega no seu inconsciente (naquele idioma que aprendeu em vidas passadas). E nesse arquivo inconsciente estão adormecidas diversas línguas, algumas já consideradas extintas e outras em idiomas que aparentemente desconhecemos, mas se estimuladas, adequadamente, pelo espírito comunicante atinge seu determinado propósito.

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O evento de Pentecostes foi providencial para os discípulos que naquele momento que oravam fervorosamente, também necessitavam de algum sinal do Mestre. Algo inspirador que os impulsionasse na sua árdua caminhada. Este fenômeno ostensivo, coletivo e inequívoco relatado por Lucas em Atos dos Apóstolos, em todo o primeiro e segundo capítulos, afirma que diante desse fato, só naquele dia, mais de três mil pessoas se converteram ao cristianismo e passaram a pregar e a disseminar o evangelho. E a partir daquela data, os apóstolos, encorajados por Pedro, fundaram a “Casa do Caminho” para abrigar os novos cristãos e os desamparados, passando a pregar o evangelho abertamente.

Como espíritas respeitamos todas as religiões e nos abstemos às críticas de seus respectivos dogmas e crenças, porém, de forma distinta, entendemos que o transe coletivo ocorrido durante a festa de Pentecostes, trata-se de um planejamento espiritual com o objetivo de ascender e manter acesa a chama da fé e de colocar o cristianismo em evidência entre todos os povos. Igualmente, a palavra “espírito santo”, para nós espíritas, tem a conotação de “espírito bom” (ou espírito puro de superioridade intelectual e moral absoluta) e entendemos o evento de Pentecostes como uma reunião de espíritos puros que tinham o desígnio providencial de criar um evento extraordinário que chamasse a atenção da humanidade para os fenômenos que se sucederam naquela data por meio do transe simultâneo de vários médiuns.

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Acreditamos que o Consolador prometido pelo Mestre Jesus (João cap.16 v.7 a 13) não tem relação com o fenômeno de Pentecostes; E que os ensinamentos transmitidos à multidão nos vários idiomas eram os mesmos ensinamentos que Jesus transmitiu aos discípulos durante sua vida corpórea; E que a terceira revelação ainda haveria de ser conhecida como de fato o foi, a pouco mais de cento e cinquenta anos atrás.

Pentecostes é um acontecimento lembrado na seara espírita como um dos fenômenos mais importantes, já que se trata da maior sessão mediúnica da história. Acreditamos que o Consolador prometido por Jesus seria enviado com a missão de consolar e lembrar o que o Mestre dissera ao ensinar a boa nova a todas as nações. E graças a Deus sabemos por intermédio de espíritos superiores que mediunizam homens e mulheres de bem, que o Espiritismo é o Consolador Prometido e a Terceira Revelação.

Bençãos.

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