As credenciais do obreiro

AS CREDENCIAIS DO OBREIRO – Carlos A. Baccelli/Irmão José

“Os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem,
os mortos são ressuscitados e aos pobres está sendo pregado o Evangelho.” –
Mateus, capo 11 – v. 5
Quando João Batista enviou os seus seguidores para se certificarem do Cristo
na condição do Messias, ansiosamente esperado pelo povo, Jesus não evocou
a sua descendência genealógica e nem expôs para os emissários que foram ter
com Ele as excelências de sua doutrina. O Mestre simplesmente mostrou-lhes
as suas credenciais divinas, relacionando, em sucintas palavras, os feitos que lhe
referendavam o messianato entre os homens.
O Precursor, que estava preso e aguardava execução, ao receber o relatório
verbal de seus mensageiros, exultou e teve a certeza de que Jesus era, de fato, o
que havia sido anunciado:
 “… aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias
não sou digno de levar”.
Interessante ressaltar uma vez mais que o Senhor se identificou através das
obras que estavam sendo realizadas, como se, em outros termos dissesse: “Vede e
verificai por vós mesmos; o que faço é o que dá testemunho de mim…”
O que cumpre autêntica missão sobre a ‘ferra não se justifica pela
apresentação física, pela eloquência do verbo ou, ainda, pelo brilho da inteligência;
o tarefeiro genuíno revela a sua procedência espiritual com as ações que
empreende em beneficio dos semelhantes, embora, do ponto de vista da
exterioridade, todos os indícios pareçam contradizer-se…
Jesus não prestou contas de si aos discípulos de João, explicando que orava
muito, que evitava o pecado ou que não possuía nenhum bem material: “Os cegos
vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são
ressuscitados e aos pobres está sendo pregado o evangelho.”
Dizendo do que fazia, o Mestre se submetera à avaliação dos que foram com
a incumbência de interrogá-lo, convicto de que toda ação é que realmente fala da
condição espiritual íntima de seu autor.
O que o homem faz é resultado da intenção que o move.
Assim, se queres saber melhor a teu respeito ou a respeito dos outros, com
referência à fidelidade ao Evangelho, observa as consequências do que fazes e do
que os outros têm feito, porque, sem dúvida, o fruto que pende no galho da árvore
guarda estreita intimidade com a raiz.

Do livro Ramos da Videira de Carlos A. Baccelli/Irmão José

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