A Páscoa e o Espírita

Desejar uma Feliz Páscoa ou uma celebração da Páscoa entre nós espíritas pode parecer estranho, sobremaneira para quem ainda não compreendeu que a Espiritualidade Maior, em cumprimento da vontade Divina, utilizou-se da grande festa do Judaísmo, para que Jesus, nosso Modelo e Guia de Perfeição, pudesse nos despertar, fazendo brotar em nossos corações quase primitivos de então, essa saudade sem fim, de estarmos novamente com Ele.

Apontamentos históricos revelam que Jesus vivenciou ao menos duas festas de Páscoa com seus discípulos e lhes falou dias antes de Seu desencarne, o quanto gostaria de “comer aquela suposta terceira Páscoa” com eles; talvez por isso, o Cristianismo tenha adotado rituais que auxiliem seus fiéis a terem essa experiência de consolo com a presença espiritual de Jesus na época pascoal ou quando comungarem na presença do Espírito Santo.

Do mundo espiritual chegam informações que Jesus – Espírito de bilhões de anos de evolução – quis dizer que, sempre que estivéssemos enlutados, solitários ou saudosos Dele, repartíssemos o pão e a água com nosso próximo, para que assim, Ele pudesse estar conosco, na Páscoa ou sempre que o fizéssemos, em memória Dele.

Tudo o que diz respeito à encarnação do Excelso Espírito do Messias é para o espírito humano motivo de alegria e de esperanças; em especial o espírita deve se interessar pela primeira Páscoa após a crucificação de Jesus.

Se a crucificação era forma de morte cruel e muito usada na época, nenhum outro crucificado teve tantos adeptos e seguidores durante séculos, como Jesus Cristo – O Nazareno.

Ainda que a ressurreição do Cristianismo fale de corpos materiais que – em se contrapondo às leis da natureza – possam voltar á vida física após a morte; o Consolador Prometido por Jesus – o Espiritismo – revela-nos a vida em corpos espirituais após a vida corpórea; com essas afirmações iniciamos a nossa compreensão de como Jesus venceu a morte.

Essa é grande Boa Nova da Páscoa!

Nem Jesus foi morto para lavar nossos pecados, nem fez aparições em corpo material para explicar a vida eterna.

Toda a encarnação desse Espírito chamado Jesus de Nazaré, foi um testemunho de que as profecias celestiais se cumpriram.

Desde o surgimento do Homem, a centelha divina o inspira por buscar um caminho de volta para a casa do Pai Celestial, e o Mestre Galileu mostrou que isso era possível; o espiritismo esclarece como isso acontece.

A Páscoa judaica celebra a libertação do seu povo do jugo do Egito; o cristianismo festeja a vitória de Cristo sobre a morte, desde a Páscoa da Sua crucificação e ressurreição; o espírita compreende que Jesus deu testemunho da continuidade de vida além desta vida, libertando-nos da escravidão do pensamento de que tudo acaba com a extinção do corpo físico.

Pensemos nisso nesta Páscoa e deixemos que cada um vivencie sua festa de Páscoa de acordo com seu entendimento.Jesus e Madalena

Celebremos a vida e a vida após essa vida, na certeza de que há sempre um recomeço e um reencontro.

Partilhemos o pão dando graças a Deus.

Consolemos os desesperados pelo luto falando como o Cristo falou a Maria Madalena na madrugada daquela bendita festa de Páscoa:

”- … não me toques, pois ainda não subi para o Pai …”

Tudo o que diz respeito ao Divino Mestre deve nos servir de exemplo, pois Ele se tornou o Caminho, falou da Verdade e nos ensinou sobre a Vida.

Feliz Páscoa com Jesus!

 

Ellen Roesel Woelfer

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