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Sentimos a necessidade de refletir sobre a vida desses dois personagens da história messiânica do Cristo. João Batista e Simão Pedro são citados de forma clara e repetidas vezes nos relatos evangélicos de Mateus, Marcos, Lucas e João. E o que nos chama a atenção é a importância que a conduta de ambos exercem sobre a pregação do evangelho antes, durante e depois da passagem terrena do Cristo entre os homens.

Os quatro evangelistas relatam a importância do nascimento de João Batista em igual destaque ao nascimento de Jesus, com o objetivo de que o estudo do evangelho nos faça observar a obra desse espírito que ficou conhecido como a reencarnação do profeta Elias.

Lucas em seu evangelho narra que Maria, mãe de Jesus, após saber que Deus a escolhera para ser genitora do Salvador, foi visitar sua prima Isabel, mulher de idade avançada, casada com Zacarias um idoso sacerdote. Lá chegando recebeu a notícia de que, por graça de Deus, Isabel que era considerada estéril, também estava grávida e daria a luz a um filho. Criança que segundo a tradição nasceu em 24 de junho do mesmo ano em que Jesus veio ao mundo e recebeu o nome de Jokanaan (João em aramaico).

Segundo a tradição católica, Maria e Isabel combinaram que a primeira a dar a luz avisaria à outra acendendo uma fogueira que pudesse ser avistada a longa distância no deserto da Judéia, região onde elas viviam. Isabel foi a primeira a acender o fogo, pois o pequenino João nasceu seis meses antes do nascimento de Jesus.

Também encontramos relação das fogueiras de São João com as tradicionais festas do “Fogo Lendário” e com as festas pagãs que anunciavam o solstício no sudoeste europeu e que, posteriormente, foram trazidas para o Brasil pelos Jesuítas.

Novas descobertas elucidaram manuscritos erroneamente traduzidos sobre a vida e obra daquele que o próprio Jesus afirmou ser a reencarnação de Elias (Matheus 17,10), o último  dos profetas conforme as palavras do Nazareno: “O mensageiro que veio diante d’Ele a fim de Lhe preparar o caminho, anunciando a Sua vinda” (Lc.7,26-28), “pregando aos povos a conversão pelo conhecimento da salvação e perdão das ofensas” (lc.1,76).

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Segundo relatos sobre a personalidade de João Batista, nem a vaidade, o orgulho ou a soberba fizeram-se presente na vida desse grande Profeta. Fato comprovado nos  testemunhos  dos apóstolos, ocasião em que João Batista é confundido com o próprio Cristo, mas logo contesta: “Eu não sou o Cristo”(João 3.28).

Pastor de ovelhas por profissão, letrado desde jovem e conhecedor da lei de Moisés, Batista estava sempre cercado por discípulos, verdadeiros alunos, e quando algum de seus discípulos hesitava  a quem seguir, João apontava na direção do Mestre Nazareno, indicando o rumo certo: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”(João 1.29).

Conhecido como “o Precursor”, vestia-se com peles de animais e alimentava-se de mel e de bichos silvestres. Denunciava os atos de degradação humana, motivo que o levou a cair na antipatia de Herodíades, mulher devassa que mantinha uma união ilícita com o cunhado, o rei Herodes, irmão de Felipe (Marcos 6,17). E por afrontá-la, João Batista foi preso e decapitado para dessa forma, quitar suas dívidas cármicas como Elias, experimentando a lei de causa e efeito a qual todos estamos sujeitos.

O batismo de Jesus nas águas do Jordão foi para testemunhar que João de fato estava cumprindo sua missão, anunciando a chegada de Jesus e convertendo ao arrependimento, o coração de multidões que foram batizadas, mas Ele próprio, o Cristo, não batizou ninguém e nem vinculou a salvação das almas ao batismo.

Quando João Batista amargou suas dúvidas durante o cativeiro aguardando pela libertação do divino Redentor, enviou seus discípulos com a seguinte pergunta à Jesus: “És tu aquele que estava para vir ou haveremos de esperar outro?” Jesus confirmou indiretamente, mostrando que estavam sendo cumpridas as promessas do profeta Isaías (Mateus 11,3-6) e, assim, concluímos que João Batista, primo de Jesus, tinha a missão de provocar o reencontro de Deus com a Sua criação (Lc. 4,21).

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Se João Batista é o precursor da vinda do redentor; Pedro é o apóstolo que ficou conhecido por manter unidos os discípulos após a crucificação e a morte de Jesus e de fazer chegar até nós os ensinamentos do mestre. Ambos estavam destinados a missão de auxiliar O Cristo em sua divina obra messiânica. A participação de Pedro tornou-se decisiva a partir do momento em que Jesus sai de cena e o ilumina espiritualmente para que consiga “apascentar o rebanho do BOM PASTOR”.

Foi o próprio Jesus quem lhe deu o codinome de Pedro, pois antes era conhecido por Simão. O codinome seria uma alusão ao homem prudente que constrói sua casa sobre a rocha (Pedro em aramaico significa “rocha”).

Escolhido como líder dos apóstolos, Jesus haveria dito: “És Pedro! E sobre esta rocha construirei a minha igreja” .Essa afirmação fez de Pedro o primeiro Papa décadas depois da sua morte, numa tentativa de santificação por parte daqueles que o perseguiram e o crucificaram. Daí vem a crendice popular de que Pedro ganhou as chaves do céu e que para entrar nele é preciso ter a autorização do primeiro Papa.

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Pedro é para a humanidade um exemplo a ser seguido e vivenciado. Embora seja lembrado como o apóstolo que negou Jesus por três vezes; foi ele o discípulo que se dedicou de corpo e alma à causa do Cristo. E logo após o Pentecostes que sucedeu a ressureição, Pedro doou todos os seus bens e se dedicou integralmente à propagação do evangelho; amparou Paulo de Tarso em sua missão; e salvou a vida de milhares de cristãos.

Séculos depois, segundo o livro “Mulheres do Evangelho” de Robson Pinheiro com o espírito Estevão, Simão Pedro volta mais uma vez ao encarne, com a ajuda dos espíritos superiores, para trazer a terceira revelação, a consolação de reavivar no coração dos homens os ensinamentos do meigo Jesus. Aguardemos confiantes a confirmação, mas não nos iludamos quanto à privilégios para entrarmos no reino do céu. Ninguém além de Jesus representa a salvação e ele já nos ensinou quais os requisitos de que necessitamos para esse feito.

Portanto, tudo depende de nós, já que a cada um será dado segundo suas obras.

Bençãos.

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No mês de junho de cada ano sempre lembramos deste notável espirita, Edgard Armond, nascido a 14 de junho de 1894, em Guaratinguetá, Estado de São Paulo e desencarnado a 29 de novembro de 1982. Havia completado 88 anos.

Apesar de ser formado em Farmácia e Odontologia, na grande guerra de 1914, a 1ª guerra mundial, alistou-se no exercito e lá chegou a ser capitão, exercendo suas atividades profissionais nas forças militares nacionais na cidade de São Paulo. Era um militar pacifista, uma coisa curiosa e mesmo exótica para aquela época.

Em abril de 1938 aconteceu um fato curioso que mudaria sua vida, e é assim narrado no site de biografias Conheça o Espiritismo*:

Em abril de 1938, passando pela praça João Mendes, foi abordado por um negro pedreiro, que lhe fizera, há tempos, um pequeno serviço em casa e que se apresentou dizendo ser frequentador de um Centro Espírita de Vila Mariana e recebera a incumbência de procurá-lo e transmitir-lhe um recado, segundo o qual, em junho do referido ano, seria vítima de um sério acidente.

Não deu importância ao aviso, mas nesse período de tempo, sofreu dois acidentes de carro, ligeiros, dos quais se livrou sem maiores consequências, até que, no dia 28 de junho, dirigindo seu carro oficial, teve um encontro com um caminhão de água da Prefeitura, no Parque D. Pedro II, quebrando os dois joelhos, além de outros ferimentos de menor importância.

No dia seguinte, hospitalizado e ainda em estado de choque, foi procurado por duas pessoas: o motorista do caminhão que vinha pedir sua proteção para não perder o emprego e a sua carta (de habilitação), pedido esse que atendeu; e o pedreiro negro que informava que o que aconteceu fora para poder trabalhar para o Espiritismo.

Desde então, impossibilitado ao trabalho profissional, foi reformado (aposentado) para o serviço ativo em 1939, aos 45 anos de idade.

Ao se aposentar por invalidez, já era um estudioso do espiritualismo em geral, participando inclusive de grupos de estudos e visitando casas espíritas.

Neste mesmo ano de 1939 foi convidado a ser um colaborador na Federação Espírita do Estado de São Paulo. Aceitando, foi nomeado pelo presidente Américo Montagnini, secretário-geral da Federação. Retirou-se da Administração da Casa em 1967.

Neste período a FEESP – Federação Espírita do Estado de São Paulo – recebeu grande impulso em suas mãos laboriosas, pois aplicava sua disciplina militar em todas as tarefas que coordenava.

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A Escola De Aprendizes Do Evangelho

Considerada a mais relevante obra de Edgard Armond, pela sua capacidade de transformar pessoas, baseada em fundamentos totalmente cristãos e seguindo a Doutrina Espírita sistematizada por Allan Kardec.

A finalidade da Escola de Aprendizes do Evangelho é:

  • o combate aos vícios;
  • o esforço de reforma interna, iniciando pela construção da paz no lar como primeira conquista, inadiável;
  • a paz depende da reforma de cada aprendiz executar em si próprio;
  • não podemos e não devemos exigir transformações de ninguém, pois a modificação a ser executada é em si próprio que já foi “chamado” para o apostolado do Cristo.

No decorrer do curso o aluno tem noções históricas sobre o Velho e o Novo Testamento, chamados de 1ª e 2ª Revelação, estuda os fundamentos do espiritismo no Livro dos Espíritos e no Evangelho segundo o Espiritismo, e é conduzido a uma profunda reflexão sobre as questões básicas da filosofia, “quem sou eu”, “de onde vim e para onde vou”, “qual o meu propósito como cidadão moral e espiritual no Planeta Terra”.

A Escola de Aprendizes é de fato uma verdadeira Iniciação Espiritual.

O nosso profundo respeito a este visionário e verdadeiro discípulo de Jesus na seara espírita.

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Foto histórica feita no dia 4 de dezembro de 1973: os companheiros que fundaram a Aliança, tendo ao centro o Cmt. Armond.

Mais informações sobre Edgard Armond veja em: http://conhecerkardec.blogspot.com.br/2011/01/edgard-armond-bibliografia.html

Veja este vídeo de 12 minutos. Há nele uma entrevista do documentarista Edelso da Silva Junior sobre a vida de Edgard Armond:

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Desde 1941, através da fundação da primeira entidade médico-espírita no Rio de Janeiro foi dado inicio no estudo das relações entre a Doutrina Espírita e a sua fenomenologia tendo em vista a sua aplicação nos campos da Religião, Ciência e Filosofia, chegando até a Medicina.

Um dos baluartes e hoje Presidente da Associação Médica-Espírita do Brasil é Marlene Nobre, médica ginecologista aposentada, espírita de berço, formou-se em Uberaba, tendo nos anos de 1957 a 1962, quando fez a faculdade de Medicina, trabalhado com Chico Xavier. Em 1967, com o incentivo de Chico seu marido Freitas Nobre, que foi vice-prefeito de São Paulo e posteriormente quatro vezes deputado federal, fundou a Folha Espírita da qual foi desde as primeiras horas colaboradora. Em 1968 ajudou na fundação da Associação Médica-Espírita de São Paulo, sendo sua primeira secretária, e com muitos outros amigos médicos espíritas uniram-se sob a inspiração de Batuíra e Bezerra de Menezes, através do médium Spartaco Ghilardi, para lançar as bases do movimento médico-espírita no Brasil.

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Com o desencarne do marido em 1990, foi chamada, cerca de quinze dias depois, por Dr. Bezerra de Menezes para a tarefa de aglutinar colegas e formar a AME-Brasil, da qual assumiu a presidência em fevereiro de 1990. Com o auxílio de Chico Xavier a associação brasileira tinha o objetivo de congregar todas as associações estaduais e municipais que existiam e fundar em outros estados estas associações médico-espíritas, pois como Bezerra de Menezes as associação já estavam formadas no coração de Jesus e que precisava ser materializada na Terra.

As associações médico-espíritas são dinâmicas e têm produzido muitos eventos, cursos, seminários, livros, visando difundir o paradigma médico-espírita. Em alguns Estados, há também parcerias muito interessantes entre os centros espíritas e as AMEs, com vistas às pesquisas da Terapêutica Complementar Espírita e também em tarefas de auxílio aos irmãos carentes.

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A finalidade das AMEs é atrair pessoas de vários centros espíritas, visando sua unificação tão necessária para o cumprimento da missão que nos foi confiada por Jesus de consolar almas, esclarecer consciências e implementar atitudes renovadas em nós e nos demais irmãos de caminhada.

Em suas reuniões e palestras destaca a fé raciocinada, visando através da busca pelo conhecimento quebrar paradigmas de pessoas que muitas vezes tem resistência em freqüentar centros espíritas e que terminam por descobrir a mensagem que Jesus Cristo os deixou.

As AMEs se dedicam também a pesquisas, não só no campo das ciências médicas mas em outras ciências cujas descoberta corrobora com as teses espíritas, trazendo para o movimento, não só no Brasil, mas no mundo todo este conhecimento que amplia as convicções da fé racional.

Em 2006, numa jornada médico-espírita em São Paulo, Marlene Nobre recebeu de Bezerra de Menezes uma mensagem dos princípios médico-espírita que são os seguintes: o médico espírita sabe que seu diploma pertence a Jesus; respeita seus colegas de profissão que não o compreende e tem preconceito com sua crença e conduta, continuando a agir da mesma maneira sem orgulho ferido ou decepção paralisante; faz estudos e pesquisas visando cada vez mais sue aprimoramento nesta área; não de descuida dos seus sentimentos procurando colocar seu conhecimento em benefício dos mais necessitados; não se sente incomodado por ter base de seus estudos nas revelações de Kardec e inspira-se nestas informações para fazer suas pesquisas; reconhece que o verdadeiro líder é aquele que dá exemplos de humildade e de amor e que a hierarquia é origina-se da evolução espiritual, e que finalmente procura a Casa Espírita para trabalhar e aplicar o tratamento complementar espírita.

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A construção da espiritualidade na Medicina veio para ficar. Aos poucos, os preconceitos vão sendo vencidos e os novos conceitos passam a ser incorporados pela maioria das instituições de saúde, beneficiando, em muito, a vida no planeta. Mas é preciso paciência. E, sobretudo, tolerância e compreensão, porque, como dizia Einstein, é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito.

BIBLIOGRAFIA

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Na vida acontecem encontros, desencontros e reencontros motivados pela busca do grande amor. Para algumas pessoas o amor é profissão, para outras é maternidade e para outras, ainda, é o celibato. Porém, para uma grande parcela o amor representa o encontro com aquele ou aquela que será a própria razão de viver.

Mas como explicar esses encontros que resultam numa explosão de sentimentos que nos fazem acreditar que aquela pessoa é a pessoa certa? Será que é simplesmente química orgânica ou algo a mais que “a nossa vã filosofia não consegue compreender”?

Porém, para nós espíritas que acreditamos na reencarnação, entendemos que esse “estado de alma” tem origem na lei das afinidades. Isto é, os espíritos, quando encarnados ou não, estabelecem intensos laços afetivos de amor e amizade que exercem forte atração quando se encontram novamente encarnados. Todavia, existem aqueles espíritos que necessitam experimentar a solidão para refletir sobre os excessos cometidos em vidas pregressas ou passar por provações que necessitam vencer.

Seja como for, o amor é uma conquista pessoal que exige atitude, intenção  e continuidade. Não é possível amar alguém sem antes amar a si mesmo (para amar é preciso se amar em primeiro lugar). Em outras palavras, a maioria dos sofrimentos nasce do fato de não termos a certeza que nos amamos ou se desejamos ser amados; se amamos tal pessoa de fato ou se queremos possuí-la como um objeto; ou ainda, se o que sentimos é amor ou se é um paliativo para as nossas carências.

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Quando nos apaixonamos por alguém que já está compromissado com outra pessoa ou quando nutrimos um desejo secreto por outrem também comprometido, devemos nos afastar imediatamente, evitando, assim, nos tornarmos um instrumento de tentação e queda no caminho daquela pessoa. Da mesma forma, se não conseguimos conter nossos impulsos na presença de quem desconhece tal intenção, melhor será tomar a iniciativa de evitar o encontro com aquela pessoa.

Insistir em um relacionamento afetivo sem que sejamos correspondidos é o mesmo que confessar que carecemos de amor próprio e que estamos adoecidos pela mágoa e pelo egoísmo, pois, a afeição e o amor saudável são sempre recíprocos e generosos.

Se vivemos com alguém que  não nos ama com a mesma intensidade é porque ainda não encontramos quem, verdadeiramente, nos fará feliz.

Viver trocando de supostos afetos, como se faz com alguma peça de roupa, desprezando os sentimentos alheios envolvidos nesta constante troca, reserva ao praticante desconsolo no futuro; ninguém lesa o outro sem lesar a si mesmo.

Quem ama de forma consciente e responsável, sem desejar a posse do outro, ainda que se desencontre do ser amado, haverá de se reencontrar aqui ou acolá, pois o amor é um imã que faz almas afins se atraírem de forma irresistível.

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O amor entre dois parceiros significa a conquista da felicidade terrena e a consequência disso é a atração de boas vibrações, o que os torna capazes de enfrentarem as expiações e provas a que estarão sujeitos.

A compreensão desses fatos devolveria de imediato parte da saúde física e mental à maioria das pessoas que, adoecidas, insistem em esperar por alguém idealizado que imaginam existir ou amar e a quem atribuem a tão almejada felicidade. E por conta da espera interminável, esses melancólicos pseudo apaixonados fantasiam amores platônicos que atraem para si espíritos com a mesma vibração. Desta forma, tornam-se hospedeiros para esses espíritos que também se satisfazem com fantasias depressivas, fruto dos devaneios de quem permanece inerte diante da vida.

Cuidemos, portanto, dos nossos relacionamentos.

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A água, pela sua própria natureza, já é um fluido condensado. Temos cada vez mais que nos preocupar com os mananciais de água, para que possamos sempre usar a água magnetizada em nossos tratamentos físicos e espirituais.

No espiritismo a água magnetizada ou fluidificada trata-se de uma água potável que recebeu eflúvios magnéticos sutis, realizada com as preces e imposição das mãos, tanto de humanos como espirituais, preparada para atender as necessidades fluídicas de quem a beber. Deve ser tratada com fluidos vitais humanos e não magnetizada por imãs ou qualquer outro tipo de aparelho.

Segundo Alan Kardec, no Livro dos Médiuns, todos os corpos na natureza nascem de uma matéria elementar e que por transformações por que passa, também produz as diversas propriedades desses mesmos corpos. Daí vem que uma substância salutar pode por simples efeito de modificação tornar-se venenosa…. Fazendo para isto a sua vontade o efeito reativo. Esta teoria nos fornece a solução de um fato bem conhecido no magnetismo, mas inexplicado até hoje: o da mudança das propriedades da água, por força da vontade. A vontade é atributo essencial do Espírito, isto é, do ser pensante. Como pode operar uma modificação nas propriedades da água, pode também produzir um fenômeno análogo com os fluidos do organismo. (Cap.8, itens 130 e 131)

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A prece e o pensamento de bondade representam irradiações de nossas melhores energias. Quando oramos ou meditamos exteriorizamos poderes, emanações e fluidos e a água recebe a influenciação, condensando linhas de força magnética e princípios elétricos que aliviam e sustentam, ajudam e curam.

No momento da oração feita para magnetizar a água, sabemos que há a união do magnetismo animalizado do encarnado mais o magnetismo espiritual produzido e aplicado pelos Bons Espíritos para que o resultado seja obtido. Uma vez magnetizada e ingerida, a água pode provocar os seguintes efeitos:

  1. Inibição da formação de radicais livres, ou seja, diminuição dos processos oxidativos celulares, diminuição da taxa de produção de gás carbônico, aceleração dos processos de fagocitose, incremento na produção de linfócitos (células de defesa).
  2. Observa-se na membrana celular uma maior mobilidades de íons Sódio e Potássio, melhorando o processo de osmose celular, tendo um efeito rejuvenescedor no organismo. Há uma distribuição no mecanismo de transporte de vários tipos de cátions, como é o caso do cálcio.
  3. Efeitos sobre os hormônios receptores, ativação dos linfócitos por antígenos e várias lecitinas. O processo de polarização magnética induzida (imantação) da água no organismo produz a captura e precipitação do cálcio em excesso no meio celular.
  4. Reposição da energia espiritual, renovando a estrutura perispiritual.

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Como vimos, a terapêutica com o passe e a água magnetizada traz muitos benefícios ao organismo, apesar de não poder parar ou regredir as doenças geradas por resgates, doenças crônicas e degenerativas, porém tem se mostrado eficiente para doenças psicossomáticas. (http://www.irc-espiritismo.org.br)

Se desejas, portanto, o concurso dos Amigos Espirituais, na solução de tuas necessidades fisiológicas ou dos problemas de saúde e equilíbrio dos companheiros, coloca o teu recipiente de água cristalina à frente de tuas orações, espera e confia. O orvalho do Plano Divino magnetizará o líquido, com raios de amor, em forma de bênção, e estarás, então, consagrando o sublime ensinamento do copo de água pura, abençoado nos Céus. (Francisco Xavier)

BIBLIOGRAFIA

  • Livros dos Médiuns – Alan Kardec;
  • Francisco Xavier por Emanuel _ O Consolador;
  • A ação da água fluidificada no organismo. Fernanda Lima, 2005 – Rio de Janeiro – http://www.irc-espiritismo.org.br
  • Fluidoterapia Espírita – Passes e Água Fluidificada. Alirio Cerqueira César, 2011.
  • Magnetismo Espiritual – Michaelus, 10ª. edição, 2007.

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O astrônomo francês Nicolas Camille Flammarion (1842-1925) fez parte do seleto grupo de espíritos liderados por Allan Kardec, que vieram à terra com a missão de ensinar que o estado de carne é transitório e que retornaremos ao mundo espiritual; que a nossa conduta de hoje é fruto do comportamento no passado; e que somos herdeiros dos próprio atos. “À Flammarion coube descortinar os mundos, desenhar as maravilhas das paisagens celestes, cooperando assim na codificação kardeciana e dilatando-a com os necessários complementos”. (Xavier, 1977, p. 176)

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Em 1861, Camille Flammarion teve contato pela primeira vez com o “Livro dos Espíritos” de Allan Kardec e folhando suas páginas se deparou com o item: Pluralidade dos Mundos (capítulo III). Naquela época ele trabalhava em uma obra homônima, intitulada “Pluralidade de Mundos Habitados”. Esse fato levou-o a procurar Allan Kardec e, posteriormente, ingressar na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas como membro associado livre.

Flammarion exercitou a mediunidade pelo mecanismo da “escrita automática”, obtendo diversas mensagens assinadas por Galileu, sendo que, algumas delas, mais tarde, Allan Kardec publicaria com o título de “Uranografia Geral” no livro “A Gênese”. Com o passar do tempo o próprio Flammarion teve dúvidas sobre a veracidade mediúnica daqueles manuscritos psicografados por ele. Fato que levou seus companheiros a cogitar a possibilidade dele ser a reencarnação de Galileu, porém, tal possibilidade não foi comprovada.

Tais circunstâncias geraram na comunidade espírita à seguinte questão: Cammile Flammarion era espírita ou era, conforme declaração da sua esposa à imprensa, um metapsiquista? A resposta foi dada pelo próprio Flammarion na ocasião em que J. Malgras organizava a obra “Les Pionniers du Spiritisme” e o entrevistou sobre o assunto. A resposta de Flammarion foi a seguinte:

“Parece-me que eu não poderia fazer nada melhor, para responder à vossa solicitação do que vos enviar às conclusões de minha obra “L’Inconnu”. Elas resumem o conjunto de minhas observações conforme vós as encontrareis abaixo:
A alma existe como um ser real, independente do corpo; Ela é dotada de faculdade ainda desconhecidas pela ciência; Ela pode agir e perceber à distância sem o intermédio dos sentidos; O futuro é preparado, antecipadamente, determinado por causas que o constituirão. A alma, por vezes, o percebe.
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Sabendo que Flammarion era um homem coerente e de convicções inabaláveis, com o perdão da expressão: Um “São Tomé” do Espiritismo. imaginemos as pressões sofridas por ele tanto no meio científico, quanto no meio espírita. Em outras palavras, como provar a existência da alma se a ciência ainda não descobriu os meios para identificar a natureza real da sua existência? E como conscientizar alguns espíritas de que a fé-cega nas coisas do mundo invisível é prejudicial e certamente os levará ao fanatismo com suas trágicas consequências?

Dos colaboradores de Kardec, Camille Flammarion foi o que mais valorizou a construção do conhecimento espírita a partir da metodologia empírica e positivista. Como consequência desta sua postura ele passou anos de sua vida buscando fatos, sobre os quais construiu a convicção na imortalidade da alma, na comunicabilidade dos espíritos e na existência de faculdades extra-sensoriais nos homens, o que frutificou-se na Metapsíquica de Richet e posteriormente na Parapsicologia de Rhine.

Eis algumas de suas obras: Deus na Natureza, As Casas Mal-Assombradas, Narrações do Infinito, Sonhos Estelares, Urânia, Estela e O Fim do Mundo.

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No dia 3 de junho de 1925, em seu laboratório astronômico situado em Juvisy-sur-Orge, desencarnava Camille Flammarion, “O Poeta Das Estrelas”.

Fontes:

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Jacob Melo, um dos maiores especialistas em passes magnéticos da América-latina estará em Blumenau de 21 a 23 de junho com o seminário: “Cure-se E Cure Pelos Passes”. O evento acontecerá no Viena Park Hotel e as vagas são limitadas.

O Palestrante é Engenheiro Civíl formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, com pós-graduação em Psicanálise, completando esse curso nos seus principais níveis: ditada, clínico e supervisão, pela Universidade Redentor, do Rio de Janeiro, e pela Sociedade Psicanalítica Neofreudiana do Brasil, de Natal-RN.

Em setembro de 1992 foi publicado seu primeiro livro, pela Federação Espírita Brasileira – FEB: O PASSE – Seu Estudo, Suas Técnicas, Sua Prática, livro este que se tornou referência para todo aquele que pretenda estudar os passes e o Magnetismo e, comercialmente, virou um grande best-seller, com mais de 100.000 exemplares vendidos.

O Evento será realizado pela “Fraternidade, Luz e Fé – FLF”, e “Caridade Sem Fronteiras”. Para participar do “Seminário Cure-se e Cure Pelos Passes” veja detalhes no convite abaixo:

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José Carlos De Lucca – casado, pai de dois filhos, juiz de direito, professor universitário, escritor, radialista e palestrante.

Este livro é dividido em pequenos capítulos, de fácil compreensão e ensina os segredos do bom relacionamento familiar e a enxergar nossos familiares com outros olhos “Com os Olhos do Coração”.

Comenta sobre “a arte de dialogar, o milagre do amor, a convivência entre pais e filhos e entre conjugues, a harmonia familiar, o alcoolismo e as drogas, o milagre do amor” e muitos outros assuntos excelentes e emocionantes.

Além dos temas, contem varias historias maravilhosas e envolventes que podem servir de exemplo e auxiliar na harmonia familiar.

Se você quer saber como melhorar o seu relacionamento com a família, filhos ou conjugue, leia este livro, ele pode auxiliar a conquistar a paz e a alegria em sua vida.

Este livro acompanha o roteiro do ”Evangelho no lar”.

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Este livro, escrito por Edgard Armond em 1949, é um best-seller, com mais de 200 mil exemplares vendidos.
Um livro instigante, em que o próprio autor apresenta a proposta de “reconstituir a história espiritual do planeta Terra” com o auxilio da mediunidade intuitiva.
A Editora Aliança, responsável pela divulgação e distribuição do livro coloca estes questionamentos para provocar o leitor:

Que ligação pode haver entre a mais brilhante estrela da constelação do Cocheiro, distante 45 anos-luz do nosso planeta, e o alvorecer da humanidade terrestre? . .

Qual foi o ponto de transição que permitiu aos descendentes dos primatas australopitecos desenvolverem a civilização inteligente?

Que representam o Jardim do Éden e a figura do pecado original?

Quantas vezes a raça humana viu desaparecerem seus rastros de civilização, com o afundamento espetacular de continentes inteiros?

Que causa suprema arrastou o Messias para o convívio direto com esta humanidade, ainda tão distante do Bem que levou seu Redentor ao infamante suplício da cruz?

Que tempos são estes que vivemos agora, de tão velozes e profundas transformações, aliadas a tão angustiantes expectativas do coração?

Os Exilados da Capela é uma obra extraordinária que trata destas questões chegando a inquietante assertiva: a evolução espiritual de uma humanidade extraterrestre teve sua continuidade em nosso primitivo e obscuro planeta. . .

Com isso, trouxe para cá as luzes de um novo progresso combinadas com as lágrimas de um notável processo de regeneração de almas. E traz também outra não menos inquietante indagação: estaremos nós à caminho de sermos os Exilados da Terra?

Você, leitor, também não se interessou pela sua leitura, após essas indagações? Passe na biblioteca da FLF e leve-o para casa. É o nosso convite.
Há no youtube um vídeo de 8 minutos muito interessante sobre o assunto:

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À beira de um charco, formosa borboleta, fulgurando ao crepúsculo, pousou sobre um ninho de larvas e falou para as pequeninas lagartas, atônitas:

- Não temais! Sou eu… uma vossa irmã de raça!… Venho para comunicar-vos esperança. Nem sempre permanecereis coladas à erva do pântano! Tende calma, fortaleza, paciência!… Esforçai-vos por sucumbir aos golpes da ventania que, de quando em quando, varre a paisagem. Esperai! Depois do sono que vos aguarda, acordareis com asas de puro arminho, refletindo o esplender solar… Então, não mais vos arrastareis, presas ao solo úmido e triste. Adquirireis preciosa visão da vida! Subireis muito alto e vosso alimento será o néctar das flores… Viajareis deslumbradas, contemplando o mundo, sob novo prisma!… Observareis o sapo que nos persegue, castigado pela serpente que o destrói, e vereis a serpente que fascina o sapo, fustigada pelas armas do homem!…

Enquanto a mensageira se entregava à ligeira pausa de repouso, ouviam-se exclamações admirativas:

- Ah! não posso crer no que vejo!

- Que misteriosa e bela criatura!…

- Será uma fada milagrosa?

- Nada possui de comum conosco…

Irradiando o suave aroma do jardim em que se demorava, a linda visitante sorriu e continuou:

- Não vos confieis à incredulidade! Não sou uma fada celeste! Minhas asas são parte integrante da nova forma que a Natureza nos reserva. Ontem vivia convosco; amanhã, vivereis comigo! Equilibrar-vos-eis no imenso espaço, desferindo vôos sublimes à plena luz! Libertadas do chavascal, elevar-vos-eis, felizes! Libertadas do chavascal, elevar-vos-eis, felizes! Conhecereis a beleza das copas floridas e o saboroso licor das pétalas perfumadas, a delícia da altura e a largueza do firmamento!…

Logo após, lançando carinhoso olhar à família alvoroçada, distendeu o corpo colorido e, voltando, graciosa, desapareceu.

Nisso chega ao ninho a lagarta mais velha do grupo, que andava ausente, e, ouvindo as entusiásticas referências das companheiras mais jovens, ordenou, irritada:

- Calem-se e escutem! Tudo isso é insensatez… Mentiras, divagações… Fujamos aos sonhos e aos desvarios. Nunca teremos asas. Ninguém deve filosofar… Somos lagartas, nada mais que lagartas. Sejamos práticas, no imediatismo da própria vida. Esqueçam-se de pretensos seres alados que não existem. Desçam do delírio da imaginação para as realidades do ventre! Abandonaremos este lugar, amanhã. Encontrei a horta que procurávamos… Será nossa propriedade. Nossa fortuna está no pé de couve que passaremos a habitar. Devorar-lhe-emos todas as folhas… Precisamos simplesmente comer, porque, depois, será o sono, a morte e o nada… nada mais…

Calaram-se as larvas, desencantadas.

Caiu a noite e, em meio à sombra, a lagarta-chefe adormeceu, sem despertar no outro dia. Estava ela completamente imóvel.

As irmãs, preocupadas, observavam curiosas o fenômeno e puseram-se na expectativa.

Findo algum tempo, com infinito assombro, repararam que a orgulhosa e descrente orientadora se metamorfoseara numa veludosa falena, voejante e leve…

(Fonte: “Contos e Apólogos” do espírito irmão X, psicografado por Francisco Candido Xavier)

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1 comment

  1. Eu amo , e não tenho medo de me expressar.
    Eu amo , e não tenho vergonha de falar .
    Eu simplesmente amo, a todos como um .
    Eu vejo amor , eu amo , simplesmente amo.
    Eu queria que todos amacem como eu amo.
    Eu queria ver mais amor entre irmãos .
    Obrigado.

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