4º Encontro de Cultura Espiritual

Caros irmãos!

Agendem-se para o nosso 4º ECE,

Sábado, 25 de maio/2013

e conheça o Palestrante convidado:

4encontro

São Paulo, 12 de março de 2013.

Queridos companheiros!

A convite do prezado amigo, Marcelo Silveira, estarei em Blumenau/SC, no dia 25 de maio de 2013, participando do 4º ENCONTRO DE CULTURA ESPÍRITA, realizado pela FRATERNIDADE LUZ E FÉ, atuante instituição fraterna que, com suas inúmeras atividades, tem contribuído para a conscientização do ser humano em sua escalada rumo à evolução moral e espiritual.

Sinto-me honrado com o convite e tenham a certeza de que oferecerei o melhor de mim, a fim de que possamos desenvolver uma interessante abordagem sobre o tema do qual trataremos na ocasião: É INTELIGENTE PERDOAR.

Inspirado por amigos espirituais, venho, há alguns anos, divulgando a Doutrina Espírita por intermédio de palestras e da publicação de livros que tratam de assuntos como reencarnação, conflitos familiares, obsessão, suicídio e sobre a importância do perdão e da caridade, entre outros temas igualmente relevantes.

Dentre esses livros, podemos destacar a obra UMA HISTÓRIA DE PERDÃO, que traz como enredo a experiência vivida pelo personagem Elias, que em sua juventude tem a vida arruinada pela maldade do patrão, que falsamente o acusa de haver cometido um crime.

Durante a sua prisão, nosso personagem perde toda a referência familiar e passa a viver em função de uma vingança, que só não se concretiza, porque seu acusador morre antes de Elias ser libertado.

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Endurecido pela revolta, o protagonista da trama passa a viver sem objetivos, até encontrar nos preceitos doutrinários do espiritismo – principalmente na lei de causa e efeito – esclarecimento e conforto às suas dores.

Mais tarde, como dirigente de um Centro Espírita, tem a oportunidade de resgatar seu algoz de trevosa região do Umbral inferior. Mas, para isso, precisa superar a mágoa e perdoar o homem que destruiu a sua vida.

É baseado nesse episódio que desenvolveremos nossas dissertações e convidamos a todos para participarem do ENCONTRO, do qual, com certeza, sairemos um pouco mais enriquecidos moralmente e melhores preparados para entender porque o perdão é, acima de tudo, um ato de inteligência.

Que Jesus abençoe a todos nós e até lá, meus queridos irmãos!

Roberto de Carvalho

Escritor e palestrante espírita

A visão espírita sobre a páscoa

Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava
Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava

A visão espírita sobre a Páscoa, a Quaresma e sobre a ressurreição de Jesus Cristo difere da visão as igrejas cristãs. A palavra “páscoa” significa “passagem” (vem do  hebraico: “pessach”) e é o dia em que se comemora a libertação do povo hebreu do cativeiro, libertado da escravidão por Moisés por volta de 1.441 A.C. Essa comemoração já era tradição quando o Nazareno ainda era menino, portanto, a Páscoa já era uma data comemorativa e comercial antes da morte do cristo. Desta forma, a Páscoa não surgiu para comemorar o seu fulgurante retorno do mundo dos mortos.

Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava. E que permitiu que desde aquela Páscoa o mundo registrasse os grandes fatos históricos Antes de Cristo e Depois de Cristo (a.C. e d.C.). Foi para que ficasse gravada nos “corações e mentes” da humanidade a grandiosa lição do Mestre Divino: O perdão das ofensas.

Mestre sem precedente Jesus ensinou através do próprio exemplo como o seu povo deveria comemorar a verdadeira páscoa, numa alusão a todo seu evangelho de amor e de justiça.

Nascido judeu, Jesus viveu como judeu, falou aos judeus e foi morto pelos judeus durante a maior festa judaica e da forma mais dolorosa possível: a crucificação. Fato que desnuda a “justiça” primitiva da época. E, da mesma maneira, quando Ele transforma em ensinamento aquele ato de covardia quanto ao apedrejamento de Maria Madalena em praça pública. Jesus, secretamente, denunciou a cada alma presente seus graves débitos perante a Lei Divina, ficando, desta forma, eternizado como sendo o maior exemplo de modelo e guia para a humanidade.

Através da mediunidade e benevolência de Chico Xavier e do espírito de Emanuel, seu grande amigo e benfeitor, Chico nos revela que Jesus Cristo é a nossa páscoa, pois nos ensina que Ele não morreu para nos salvar; Mas sim, que Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação.

E segundo as palavras do benfeitor: ¨Salvação é reparação, restauração, refazimento e regularização de débitos¨.

Desta forma, a Páscoa, na visão espírita, é a grande e última lição de Jesus encarnado no plano físico, como vitória da vida sobre a morte e na certeza da imortalidade da alma e da reencarnação como explicação para todas as dores e para a  almejada felicidade humana.

Já os quarenta dias de jejum e preparação para a Páscoa são estendidos pelos espíritas a todos os dias de nossa vida, após o encontro com o cristo redivivo e que exige uma postura renovada. Se  jejuar é necessário, então que  jejuemos não só de carne, drogadição e excessos sexuais. Jejuemos também da maledicência e atos egoístas, preparando-nos para “comer com o cristo a sua páscoa¨…Lucas (cap.22 versículos 15 e 16) “…Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa…”

Já no que concerne á ressurreição podemos afirmar que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da manutenção da estrutura corporal do Cristo no post mortem. Hipótese totalmente rechaçada pela ciência, em virtude da decomposição do corpo físico.

Enquanto as igrejas cristãs persistirem na crença de que Jesus subiu aos céus em “corpo e alma” e que o mesmo acontecerá a bilhões de corpos já decompostos que se eleitos ressurgirão no chamado juízo final, ocasião em o próprio Cristo separará os justos dos ímpios; Nós espíritas, alertamos para o bom senso, ou seja, compreendemos a impossibilidade física desses fatos.

E quando tentamos entender pela perspectiva espírita as aparições de Jesus após a sua morte física, na citada “Transfiguração de Cristo”, consideramos a utilização de fluídos mais densos por Ele utilizado (fluídos esses que são abundantes na natureza, tal a dos seres encarnados) que possibilitou ao Espírito Divino manifestar-se aos olhos de Maria Madalena e posteriormente aos Apóstolos e, desta forma, imortalizar sua última profecia nos Evangelhos de João e Matheus.

É chegado o momento em que ao celebrarmos a nossa páscoa nós desejamos fraternalmente todo o bem e que consigamos nos perdoar uns aos outros e a agir como se Jesus “permanecesse eternamente conosco¨, como de fato Ele o está. E, finalmente, da cruz façamos a ponte entre nós e quem necessita de Jesus em sua vida e das lições do Mestre à construção de um mundo melhor. Bênçãos!

Dia Internacional da Mulher e o Espiritismo

Em seguida, na madrugada de domingo, Jesus retorna do túmulo, agora vazio, e apresenta-se, em primeira mão, a uma mulher, Maria de Magdala: João cap.20, vers.16

No mês de março 2013 temos duas datas marcantes em reflexão filosófica: o Dia Internacional da Mulher (8/3) e a Páscoa (31/3).
Vejamos a importância da participação feminina na vida messiânica de Jesus de Nazareth, o grande apóstolo da fraternidade universal.
Na paixão de Jesus que culminou com sua morte de forma infame, temos quatro mulheres que o acompanharam até seu desencarne: João cap.19, vers. 25 diz que “Perto da cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã dela, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena”. Os apóstolos apavorados com o final trágico, temerosos de sofrer igual castigo, esconderam-se.
Em seguida, na madrugada de domingo, Jesus retorna do túmulo, agora vazio, e apresenta-se, em primeira mão, a uma mulher, Maria de Magdala: João cap.20, vers.16 diz que “Jesus lhe disse: Maria! Então, voltando-se para ele, Maria exclamou em aramaico: Rabôni! (que significa Mestre!)”.
Que interessante! Jesus reaparece pela primeira vez para uma mulher, não para alguém de sua família ou mesmo sua mãe, nem mesmo para algum dos apóstolos, ou para Pedro, mas uma pecadora convertida, Maria de Magdala.

Essa passagem do evangelho nos possibilita uma grande reflexão, a respeito da importância da mulher na vida de todas as pessoas, e de seu papel na sociedade.

Vejamos o que diz sobre a mulher “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, que contém os princípios da Doutrina Espírita, segundo os ensinamentos dos Espíritos Superiores. Este livro foi elaborado pelo notável mestre e educador francês e publicado no ano de 1857, em Paris na França. Em sua Parte Terceira, onde trata das Leis Morais, apresenta a Lei da Igualdade e estabelece a IGUALDADE DOS DIREITOS DO HOMEM E DA MULHER.

Vejamos o que diz:

Questão 817: O homem e a mulher são iguais diante de Deus e têm os mesmos direitos?
– Sim; Deus deu a ambos a compreensão do bem e do mal e a capacidade de progredir.

Questão 818: De onde vem a inferioridade moral da mulher em alguns países?
– Do domínio injusto e cruel que o homem impôs sobre ela. É um resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Para os homens pouco avançados, do ponto de vista moral, a força faz o Direito.

Questão 819: Com que objetivo a mulher é mais fraca fisicamente do que o homem?
– Para assinalar suas funções diferenciadas e particulares. Ao homem cabem os trabalhos rudes, por ser mais forte; à mulher, os trabalhos mais leves, e ambos devem se ajudar mutuamente nas provas da vida.

Questão 820: A fraqueza física da mulher não a coloca naturalmente sob a dependência do homem?
– Deus deu a uns a força para proteger o fraco, e não para que lhes imponham seu domínio.
Explicação de Kardec: Deus apropriou a organização de cada ser às funções que deve realizar. Se deu à mulher menos força física, dotou-a, ao mesmo tempo, de uma maior sensibilidade em relação à delicadeza das funções maternais e a fragilidade dos seres confiados aos seus cuidados.

Questão 821: As funções às quais a mulher é destinada pela natureza têm importância tão grande quanto as do homem?
– Sim, e até maiores; é ela quem dá ao homem as primeiras noções da vida.

Questão 822: Ambos, sendo iguais diante da lei de Deus, devem ser também diante da lei dos homens?
– É o primeiro princípio de justiça: não façais aos outros o que não quereis que vos façam.

Questão 822.a: Assim, uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos entre o homem e a mulher?
– De direitos, sim; de funções, não. É preciso que cada um esteja no seu devido lugar; que o homem se ocupe do exterior e a mulher do interior, cada um de acordo com sua aptidão.
A lei humana, para ser justa, deve consagrar a igualdade dos direitos entre o homem e a mulher; todo privilégio concedido a um ou a outro é contrário à justiça. A emancipação da mulher segue o progresso da civilização, sua subjugação marcha com a barbárie.
Os sexos, aliás, existem apenas no corpo físico; uma vez que os Espíritos podem encarnar em um ou outro, não há diferença entre eles nesse aspecto e, consequentemente, devem desfrutar dos mesmos direitos.

Nossa homenagem, portanto, a todas as mulheres, e definitivamente nos consideremos todos, homens e mulheres, como irmãos planetários, sem distinção de raça, sexo, credo religioso e político.