Fluidoterapia/Magnetização

Fluidoterapia ou Magnetização é a capacidade de através da doação de fluídos interferirmos positivamente na saúde das pessoas, podendo ser através de passe magnético ou através de água fluidificada.
O termo correto deveria ser magnetismo terapêutico ou “magnetoterapia” que nada mais é do que uma terapia através do magnetismo.

E então o que é o magnetismo? Segundo Alan Kardec “é uma variedade do Espiritismo na qual Espíritos encarnados agem sobre outros Espíritos encarnados, e também uma outra variedade do magnetismo e do Espiritismo, segundo se tome por ponto de partida da ação de encarnados sobre desencarnados, ou de Espíritos relativamente livres sobre Espíritos aprisionados num corpo; esta variedade, que tem como princípio a ação dos encarnados sobre Espíritos, se revela na tratamento e na moralização dos Espíritos obsessores.” (Revista Espírita, edição julho-1867, in: Jacob Melo – Reavaliando Verdades Distorcidas, Abordagem 01,pg.37)

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O magnetismo surgiu com Paracelso, notável alquimista e médico suíço que se projetou na Idade Média e é apontado com criador da palavra magnetismo, quando as comparou com as forças “viventes” do imã (magnete). Mas, modernamente, Mesmer, médico alemão é apresentado como responsável pela codificação e demonstração prática do magnetismo, por ele trazido como “Teoria do Magnetismo Animal”. (Jacob Melo – Cure-se e cure pelos passes – 2004, pg33.)

A rigor qualquer passe constitui uma terapia fluídica, entretanto, o termo fluidoterapia tem sido, geralmente, reservado para designar um tipo especial de passe, sempre executado por um grupo de passistas, com duração um pouco maior que a do passe tradicional e que, normalmente, se destina a corrigir irregularidades, mais ou menos graves, da estrutura do perispírito, que estejam a comprometer seriamente a vitalidade e funcionalidade do organismo do paciente. (Luiz C.M.Gurgel – fonte: www.comunidadeespirita.com.br)

Na magnetização podemos contar com a contribuição de Espíritos desencarnados, pois como diz Alan Kardec (Revista dos Espírita, jan,1864, in:Jacob Melo – Reavaliando Verdades Distorcidas, Abordagem 04,pg 70) “Para curar pela ação fluídica, os fluidos mais depurados são os mais saudáveis; desde que estes fluidos benéficos são dos Espíritos superiores, então é o concurso deles que é preciso obter. Por isso a prece e a invocação são necessárias. Mas para orar e, sobretudo, orar com fervor, é preciso fé. Para que a prece seja escutada, é preciso que seja feita com humildade e dilatada por um real sentimento de benevolência e caridade. Ora, não há verdadeira caridade sem devotamento, nem devotamento sem desinteresse. Sem estas condições o magnetizador privado da assistência dos bons Espíritos, fica reduzido a suas próprias forças, por vezes insuficientes, ao passo que com o concurso deles, elas podem ser centuplicadas em poder e eficácia.”

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O espírito atuante na cura é do próprio magnetizador com a participação ou não de Espíritos superiores desencarnados, e Alan Kardec ratifica nesta citação: “O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá a impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande podem fluídico normal reúne ardente fé, pode, só pela força de vontade dirigida para o bem, operar estes singulares fenômenos de cura a outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo porque Jesus disse aos seus apóstolos: “se não curaste é porque não tínheis fé”. (Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XIX – “A fé remove montanhas”, item5.)

A cura é obtida pelo magnetizador que é quem atua, onde atua e obtém resultados pela sua ação, movido pela fé e pela vontade, como segue: “A cura é obtida sem emprego de nenhum medicamento, portanto, ela é devida a influência oculta; e tendo em vista que se trata de um resultado efetivo, material, e que nada pode produzir alguma coisa, é preciso que esta influência seja alguma coisa de material; isso não pode, pois, senão ser um fluido material, embora palpável e invisível (…) a maioria das doenças curadas por esse meio, sendo daquelas contra as quais a ciência é impotente, há, pois, agentes curativos mais poderosos do que aqueles da medicina comum. (Revista Espírita, edição Nov.1867- in:Jacob Melo – Reavaliando Verdades Distorcidas, Abordagem 07,pg 108)

A magnetização ou a fluidoterapia, quando praticada com método e o devido preparo, não há quaisquer referências a comprometimentos na saúde dos que se dedicam a seu serviço. Ela é, na verdade, mais uma oportunidade bendita da prática à caridade e amor ao próximo.

Grupo de Estudo e Pesquisa da Ordem Fraternidade Luz e Fé – FLF (abril – 2013)

BIBLIOGRAFIA

  1. Evangelho Segundo o Espiritismo – Alan Kardec – 1863.

  2. Reavaliando Verdades Distorcidas – Jacob Melo – 2008.

  3. Cure-se e Cure pelos Passes – Jacob Melo – 2008.

Dia Mundial da Saúde x Bezerra de Menezes

O mês de abril para o Movimento Espírita é repleto de dias de extremadas  e curiosas reflexões, pois marca datas importantes a serem senão comemoradas ou, pelo menos conhecidas.

Entre essas datas podemos citar: O lançamento em Paris da 1ª edição do “O Livro Dos Espíritos” de Allan Kardec, em 18 de abril de 1857; A fundação da Sociedade Parisiense de Estudos Espírita em 1º de abril de 1858; O lançamento da 1ª edição  da “Imitação do Evangelho” de Allan Kardec, em 14 de abril de 1864, que a partir da 2ª edição no ano de 1865, recebeu em definitivo o nome de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”; A desencarnação de Adolfo Bezerra de  Menezes Cavalcanti, também médium brasileiro conhecido como o “Médico dos Pobres“, em 11 de abril de 1900; O nascimento do médium Francisco Cândido Xavier em 02 de abril de 1910 na cidade de Pedro Leopoldo em Minas Gerais; E a desencarnação do filósofo Leon  Denis em 12 de abril de 1927.

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Já a comunidade mundial comemora, anualmente, desde  7 de abril de 1950, o “Dia Mundial da Saúde”, numa tentativa de restaurar o bem estar físico da coletividade daqueles países envolvidos na devastação da 2ª guerra mundial,  pois  havia a preocupação de traçar uma  definição positiva de saúde, que incluiria fatores como alimentação, atividade física, acesso ao sistema de saúde e etc.

A definição de saúde em relação ao “bem estar social” vem da preocupação com as calamidades durante e pós-guerra, bem como, com a necessidade de criar novos alicerces para a instalação da paz mundial. Assim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) ainda hoje define saúde como um estado de completo bem estar físico, mental e social.

O Espiritismo, no entanto, amplia essa visão e ensina que saúde é o estado de completo bem estar “Biopsicossociespiritual”, pois levam em consideração os fatores biológicos, psicológicos, sociais e espirituais que influenciam o ser humano na sua passagem pela existência terrena. Diferentemente da medicina do corpo, que ainda é exercida largamente, o Espiritismo descortina um novo modelo, o da Medicina da Alma, preconizada  por Jesus quando explicava aos discípulos como curar os enfermos do corpo e da alma.

Acreditamos que o ser humano é um conjunto complexo, que tem além do corpo físico, corpos sutis e alma, e que a  prioridade na direção desse conjunto é a da alma. Compete ao espírito imortal, que todos somos, a construção do seu destino terreno e da manutenção da sua própria saúde. Então, o fato de uma pessoa não exteriorizar doença durante determinada fase da sua existência não significa que ela esteja saudável, ou seja, ela pode apresentar-se aparentemente saudável durante um período, mas já trazer no perispírito as marcas da doença que irá eclodir mais adiante, segundo a lei de ação e de reação, que tem no tempo, seu fator desencadeante.

Jesus, o grande “Médico das Almas”, conhecedor das leis divinas e detentor de nossas fichas cármicas, curava até mesmo com o olhar, pois sabia que a questão saúde-doença está vinculada à lei de causa e efeito, ou seja, ao carma e assim ligado à ações de vidas passadas.

O incessante intercâmbio com mentores espirituais revelam aos estudiosos da medicina espírita que grande parte das enfermidades humanas tem origem no psiquismo, e que o orgulho, a vaidade, o egoísmo, a preguiça e a crueldade são vícios da alma e que geram perturbações e doenças no corpo espiritual ou perispírito e no corpo físico. Com essas informações, o espiritismo tem  uma grande contribuição a oferecer a medicina terrena. Ao estudar a doença é preciso que se leve em conta o perispírito, mesmo porque, a cura do corpo físico está  diretamente subordinada à cura desse envoltório espiritual.

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Segundo esse princípio, as ações praticadas por nós marcam o nosso perispírito e se refletem no corpo físico que age como uma espécie de mata-borrão. Na visão espírita a dor tem em nossas vidas um papel muito importante que segundo os nossos benfeitores: “(…) depois do poder de Deus, a única força capaz de alterar o rumo de nossos pensamentos, compelindo-nos a indispensáveis modificações, com vistas ao Plano Divino, a nosso respeito, e de cuja execução não poderemos fugir sem graves prejuízos para nós mesmos” (Missionários da Luz).

Infelizmente, mesmo no meio espírita, quando se fala em saúde ou ausência dela, ainda existem aqueles que creem em milagres ou pior, confundem resignação com comodismo e desesperança. Nesse milênio de transformações, espíritos compelidos no bem, estão se preparando para de forma gloriosa, espalharem através de seu trabalho e exemplo. O remédio para os males de toda a humanidade, que é a necessidade do autoconhecimento e a busca de novas atitudes diante da vida  e pautadas no perdão das ofensas e na prática da caridade para com todos.

Curiosamente o ano de 1950 marcou além da celebração do Dia Mundial da Saúde, também os 50 anos de desencarne do Doutor Bezerra de Menezes, médico brasileiro, conhecido como o “Kardec Brasileiro”, pela excelência no seu trabalho como divulgador do Espiritismo  em nosso país, dando ao movimento espírita a feição evangélica que todos respeitamos até os dias de hoje. Além disso, era chamado entre os humildes de “O Médico dos Pobres”, pois  percorria os morros em socorro dos enfermos e  batia às portas dos lares em sofrimento nos subúrbios modestos do Rio de Janeiro para com sua presença amiga, sanar as dores e muitas vezes aliviar a fome ou as perturbações espirituais da população carente.

Esses 50 anos de vida na erraticidade serviram de aperfeiçoamento nas questões das dores humanas e também de inspiração, para que o espírito de Bezerra de Menezes declinasse do divino convite de buscar novas frentes de trabalho nas culminâncias dos céus e preferisse continuar percorrendo o continente brasileiro incansavelmente, a fim de socorrer encarnados e desencarnados que ainda se encontram em lutas árduas sofrendo a quitação de seus débitos.

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Assim, esse excelso irmão, certamente inspira homens bem intencionados para que prosperem no campo das pesquisas científicas na área da saúde pública e das terapias de alívio das dores do povo brasileiro. Prova disso são os vários hospitais espíritas espalhados pelo Brasil com salas de Fluidoterapia e de passes magnéticos, onde, em sua maioria, trabalham profissionais da saúde, conjugando práticas da medicina espírita com os métodos convencionais da medicina terrena.

Finalizando, o “Médico dos Pobres” alcançou esse título depois de quase dois milênios após sua convivência com o Cristo Planetário, quando, segundo informações  do mundo maior, vivia sob o nome de Zaqueu, o cobrador de impostos, que se transformou num novo homem ao convite de Jesus e que,  em contato com o ¨Médico das Almas¨, compreendeu que a única maneira de evoluir é servir para  que alcançando a benevolência e o socorro das mais altas esferas espirituais usemos de sua influência benéfica para sempre mais servir e servir sempre mais.

Quando  aquele espírito que receberia o nome de Adolfo Bezerra de Menezes, veio, em 29 de agosto do ano de 1831, encarnar em terras brasileiras, tudo estava planejado para que através de seu devotamento e dedicação sem igual, o Brasil incorporasse definitivamente o Evangelho Redivivo de Jesus. Portanto, na seara espírita brasileira não há como dissociar a saúde da figura de Bezerra de Menezes e aguardamos a confirmação de que a criação do dia Mundial de Saúde tenha ocorrido para marcar nas páginas da história da humanidade, o exemplo  de abdicação e de amor ao próximo de mais um grande missionário entre nós.

                Bênçãos.

 Grupo de Estudo e Pesquisa da Ordem Fraternidade Luz e Fé – FLF (abril – 2013)

Atividade Física, Saúde e Espiritualidade

Chamou-nos a atenção que os benfeitores espirituais da FLF intuíam os trabalhadores da casa a receitar atividades físicas leves, como caminhadas, aos consulentes que nos procuravam com graves desequilíbrios em seus corpos energéticos.

Após a realização de passes de harmonização, vinha sempre na mente a sugestão de perguntar como estava a atividade física do visitante. Invariavelmente este nos informava que estava totalmente sedentário.

Pesquisando melhor esse assunto, se de fato a intuição vinha do plano espiritual, encontramos no livro Loucura e Obsessão de Divaldo Franco e Manoel Philomeno de Miranda, 1ª edição, editora FEB, pg 296, a seguinte recomendação de uma benfeitora de nome Emerenciana, a um jovem que se iniciava nos trabalhos de uma casa espirita:

(…) preencha as suas horas com trabalhos proveitosos, queimando os excessos, gerados pelo organismo. Receitam-se muito a ginástica, os desportos, na Terra, e com razão.

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Despertada a nossa atenção para o tema da atividade física na vida das pessoas, como uma forma de manter o seu equilíbrio físico, mental e espiritual, a FLF entendeu que a padronização dessa recomendação atende preceitos espirituais nobres e por isso deve ser seguida.

Aprofundando um pouco mais o assunto, encontramos um estudo publicado na revista médica britânica “The Lancet”, em maio de 2012, pouco antes das Olimpíadas, informando que a falta de exercícios tem causado tantas mortes quanto o tabagismo.

A pesquisa faz uma estimativa que um terço dos adultos não têm praticado atividades físicas suficientes, o que tem causado 5,3 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Contém análises inéditas que quantificam o impacto global da inatividade física sobre as principais doenças crônicas não-transmissíveis, como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, diabete tipo 2 e alguns tipos de câncer

A inatividade física é responsável por uma em cada dez mortes por doenças como problemas cardíacos, diabetes e câncer de mama e do cólon, diz o estudo.

Os pesquisadores dizem que o problema é tão grave que deve ser tratado como uma pandemia.

Eles afirmam que a solução para o sedentarismo está em uma mudança generalizada de mentalidade, e sugerem a criação de campanhas para alertar o público dos riscos da inatividade, em vez de lembrá-lo somente dos benefícios da prática de esportes.

Fonte: Nick Triggle Da BBC News – 18 de julho, 2012

Há um cientista brasileiro nesta equipe de pesquisa, Pedro Hallal da Universidade Federal de Pelotas.

Mais informações em: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/07/120718_sedentarismo_mata_as.shtml

A rede Bandeirantes de tv publicou este vídeo no dia 18/07/2012 sobre esta pesquisa:

A rede Globo também noticiou essa mesma pesquisa:

Com todas essas comprovações podemos perceber que os benfeitores espirituais tudo fazem para que nós cuidemos dos vários aspectos de nossa existência física. O equilíbrio de corpo, mente e espirito dependem da harmonização integral de todas as nossas potencialidades. Busquemos, pois, essa saúde integral.

Grupo de Estudo e Pesquisa da Ordem Fraternidade Luz e Fé – FLF (abril – 2013)

4º Encontro de Cultura Espiritual

Caros irmãos!

Agendem-se para o nosso 4º ECE,

Sábado, 25 de maio/2013

e conheça o Palestrante convidado:

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São Paulo, 12 de março de 2013.

Queridos companheiros!

A convite do prezado amigo, Marcelo Silveira, estarei em Blumenau/SC, no dia 25 de maio de 2013, participando do 4º ENCONTRO DE CULTURA ESPÍRITA, realizado pela FRATERNIDADE LUZ E FÉ, atuante instituição fraterna que, com suas inúmeras atividades, tem contribuído para a conscientização do ser humano em sua escalada rumo à evolução moral e espiritual.

Sinto-me honrado com o convite e tenham a certeza de que oferecerei o melhor de mim, a fim de que possamos desenvolver uma interessante abordagem sobre o tema do qual trataremos na ocasião: É INTELIGENTE PERDOAR.

Inspirado por amigos espirituais, venho, há alguns anos, divulgando a Doutrina Espírita por intermédio de palestras e da publicação de livros que tratam de assuntos como reencarnação, conflitos familiares, obsessão, suicídio e sobre a importância do perdão e da caridade, entre outros temas igualmente relevantes.

Dentre esses livros, podemos destacar a obra UMA HISTÓRIA DE PERDÃO, que traz como enredo a experiência vivida pelo personagem Elias, que em sua juventude tem a vida arruinada pela maldade do patrão, que falsamente o acusa de haver cometido um crime.

Durante a sua prisão, nosso personagem perde toda a referência familiar e passa a viver em função de uma vingança, que só não se concretiza, porque seu acusador morre antes de Elias ser libertado.

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Endurecido pela revolta, o protagonista da trama passa a viver sem objetivos, até encontrar nos preceitos doutrinários do espiritismo – principalmente na lei de causa e efeito – esclarecimento e conforto às suas dores.

Mais tarde, como dirigente de um Centro Espírita, tem a oportunidade de resgatar seu algoz de trevosa região do Umbral inferior. Mas, para isso, precisa superar a mágoa e perdoar o homem que destruiu a sua vida.

É baseado nesse episódio que desenvolveremos nossas dissertações e convidamos a todos para participarem do ENCONTRO, do qual, com certeza, sairemos um pouco mais enriquecidos moralmente e melhores preparados para entender porque o perdão é, acima de tudo, um ato de inteligência.

Que Jesus abençoe a todos nós e até lá, meus queridos irmãos!

Roberto de Carvalho

Escritor e palestrante espírita

A visão espírita sobre a páscoa

Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava
Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava

A visão espírita sobre a Páscoa, a Quaresma e sobre a ressurreição de Jesus Cristo difere da visão as igrejas cristãs. A palavra “páscoa” significa “passagem” (vem do  hebraico: “pessach”) e é o dia em que se comemora a libertação do povo hebreu do cativeiro, libertado da escravidão por Moisés por volta de 1.441 A.C. Essa comemoração já era tradição quando o Nazareno ainda era menino, portanto, a Páscoa já era uma data comemorativa e comercial antes da morte do cristo. Desta forma, a Páscoa não surgiu para comemorar o seu fulgurante retorno do mundo dos mortos.

Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava. E que permitiu que desde aquela Páscoa o mundo registrasse os grandes fatos históricos Antes de Cristo e Depois de Cristo (a.C. e d.C.). Foi para que ficasse gravada nos “corações e mentes” da humanidade a grandiosa lição do Mestre Divino: O perdão das ofensas.

Mestre sem precedente Jesus ensinou através do próprio exemplo como o seu povo deveria comemorar a verdadeira páscoa, numa alusão a todo seu evangelho de amor e de justiça.

Nascido judeu, Jesus viveu como judeu, falou aos judeus e foi morto pelos judeus durante a maior festa judaica e da forma mais dolorosa possível: a crucificação. Fato que desnuda a “justiça” primitiva da época. E, da mesma maneira, quando Ele transforma em ensinamento aquele ato de covardia quanto ao apedrejamento de Maria Madalena em praça pública. Jesus, secretamente, denunciou a cada alma presente seus graves débitos perante a Lei Divina, ficando, desta forma, eternizado como sendo o maior exemplo de modelo e guia para a humanidade.

Através da mediunidade e benevolência de Chico Xavier e do espírito de Emanuel, seu grande amigo e benfeitor, Chico nos revela que Jesus Cristo é a nossa páscoa, pois nos ensina que Ele não morreu para nos salvar; Mas sim, que Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação.

E segundo as palavras do benfeitor: ¨Salvação é reparação, restauração, refazimento e regularização de débitos¨.

Desta forma, a Páscoa, na visão espírita, é a grande e última lição de Jesus encarnado no plano físico, como vitória da vida sobre a morte e na certeza da imortalidade da alma e da reencarnação como explicação para todas as dores e para a  almejada felicidade humana.

Já os quarenta dias de jejum e preparação para a Páscoa são estendidos pelos espíritas a todos os dias de nossa vida, após o encontro com o cristo redivivo e que exige uma postura renovada. Se  jejuar é necessário, então que  jejuemos não só de carne, drogadição e excessos sexuais. Jejuemos também da maledicência e atos egoístas, preparando-nos para “comer com o cristo a sua páscoa¨…Lucas (cap.22 versículos 15 e 16) “…Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa…”

Já no que concerne á ressurreição podemos afirmar que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da manutenção da estrutura corporal do Cristo no post mortem. Hipótese totalmente rechaçada pela ciência, em virtude da decomposição do corpo físico.

Enquanto as igrejas cristãs persistirem na crença de que Jesus subiu aos céus em “corpo e alma” e que o mesmo acontecerá a bilhões de corpos já decompostos que se eleitos ressurgirão no chamado juízo final, ocasião em o próprio Cristo separará os justos dos ímpios; Nós espíritas, alertamos para o bom senso, ou seja, compreendemos a impossibilidade física desses fatos.

E quando tentamos entender pela perspectiva espírita as aparições de Jesus após a sua morte física, na citada “Transfiguração de Cristo”, consideramos a utilização de fluídos mais densos por Ele utilizado (fluídos esses que são abundantes na natureza, tal a dos seres encarnados) que possibilitou ao Espírito Divino manifestar-se aos olhos de Maria Madalena e posteriormente aos Apóstolos e, desta forma, imortalizar sua última profecia nos Evangelhos de João e Matheus.

É chegado o momento em que ao celebrarmos a nossa páscoa nós desejamos fraternalmente todo o bem e que consigamos nos perdoar uns aos outros e a agir como se Jesus “permanecesse eternamente conosco¨, como de fato Ele o está. E, finalmente, da cruz façamos a ponte entre nós e quem necessita de Jesus em sua vida e das lições do Mestre à construção de um mundo melhor. Bênçãos!