Dia Internacional da Mulher e o Espiritismo

Em seguida, na madrugada de domingo, Jesus retorna do túmulo, agora vazio, e apresenta-se, em primeira mão, a uma mulher, Maria de Magdala: João cap.20, vers.16

No mês de março 2013 temos duas datas marcantes em reflexão filosófica: o Dia Internacional da Mulher (8/3) e a Páscoa (31/3).
Vejamos a importância da participação feminina na vida messiânica de Jesus de Nazareth, o grande apóstolo da fraternidade universal.
Na paixão de Jesus que culminou com sua morte de forma infame, temos quatro mulheres que o acompanharam até seu desencarne: João cap.19, vers. 25 diz que “Perto da cruz de Jesus estavam sua mãe, a irmã dela, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena”. Os apóstolos apavorados com o final trágico, temerosos de sofrer igual castigo, esconderam-se.
Em seguida, na madrugada de domingo, Jesus retorna do túmulo, agora vazio, e apresenta-se, em primeira mão, a uma mulher, Maria de Magdala: João cap.20, vers.16 diz que “Jesus lhe disse: Maria! Então, voltando-se para ele, Maria exclamou em aramaico: Rabôni! (que significa Mestre!)”.
Que interessante! Jesus reaparece pela primeira vez para uma mulher, não para alguém de sua família ou mesmo sua mãe, nem mesmo para algum dos apóstolos, ou para Pedro, mas uma pecadora convertida, Maria de Magdala.

Essa passagem do evangelho nos possibilita uma grande reflexão, a respeito da importância da mulher na vida de todas as pessoas, e de seu papel na sociedade.

Vejamos o que diz sobre a mulher “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, que contém os princípios da Doutrina Espírita, segundo os ensinamentos dos Espíritos Superiores. Este livro foi elaborado pelo notável mestre e educador francês e publicado no ano de 1857, em Paris na França. Em sua Parte Terceira, onde trata das Leis Morais, apresenta a Lei da Igualdade e estabelece a IGUALDADE DOS DIREITOS DO HOMEM E DA MULHER.

Vejamos o que diz:

Questão 817: O homem e a mulher são iguais diante de Deus e têm os mesmos direitos?
– Sim; Deus deu a ambos a compreensão do bem e do mal e a capacidade de progredir.

Questão 818: De onde vem a inferioridade moral da mulher em alguns países?
– Do domínio injusto e cruel que o homem impôs sobre ela. É um resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Para os homens pouco avançados, do ponto de vista moral, a força faz o Direito.

Questão 819: Com que objetivo a mulher é mais fraca fisicamente do que o homem?
– Para assinalar suas funções diferenciadas e particulares. Ao homem cabem os trabalhos rudes, por ser mais forte; à mulher, os trabalhos mais leves, e ambos devem se ajudar mutuamente nas provas da vida.

Questão 820: A fraqueza física da mulher não a coloca naturalmente sob a dependência do homem?
– Deus deu a uns a força para proteger o fraco, e não para que lhes imponham seu domínio.
Explicação de Kardec: Deus apropriou a organização de cada ser às funções que deve realizar. Se deu à mulher menos força física, dotou-a, ao mesmo tempo, de uma maior sensibilidade em relação à delicadeza das funções maternais e a fragilidade dos seres confiados aos seus cuidados.

Questão 821: As funções às quais a mulher é destinada pela natureza têm importância tão grande quanto as do homem?
– Sim, e até maiores; é ela quem dá ao homem as primeiras noções da vida.

Questão 822: Ambos, sendo iguais diante da lei de Deus, devem ser também diante da lei dos homens?
– É o primeiro princípio de justiça: não façais aos outros o que não quereis que vos façam.

Questão 822.a: Assim, uma legislação, para ser perfeitamente justa, deve consagrar a igualdade dos direitos entre o homem e a mulher?
– De direitos, sim; de funções, não. É preciso que cada um esteja no seu devido lugar; que o homem se ocupe do exterior e a mulher do interior, cada um de acordo com sua aptidão.
A lei humana, para ser justa, deve consagrar a igualdade dos direitos entre o homem e a mulher; todo privilégio concedido a um ou a outro é contrário à justiça. A emancipação da mulher segue o progresso da civilização, sua subjugação marcha com a barbárie.
Os sexos, aliás, existem apenas no corpo físico; uma vez que os Espíritos podem encarnar em um ou outro, não há diferença entre eles nesse aspecto e, consequentemente, devem desfrutar dos mesmos direitos.

Nossa homenagem, portanto, a todas as mulheres, e definitivamente nos consideremos todos, homens e mulheres, como irmãos planetários, sem distinção de raça, sexo, credo religioso e político.