Momento Decisivo

divaldo

Meditemos sobre a mensagem recebida na reunião do Conselho Federativo Nacional da FEB, dia 9 de novembro passado, em que o Espírito Bezerra de Menezes nos alerta sobre o Momento Decisivo que passamos reencarnados.

Filhas e filhos da alma!

Abençoe-nos o Senhor com a sua paz.

Estes são dias de turbulência.

(mais…)

Os Seis Paradigmas do Espiritismo

Você sabe quais são os seis paradigmas do Espiritismo?

São eles:

1. A crença em Deus;
2. A crença na imortalidade da alma;
3. A comunicabilidade dos espíritos;
4. A crença na reencarnação;
5. A justiça divina;
6. A crença no evangelho de Jesus.

Assista na explicação de Divaldo Franco cada um deles. Muita paz.

Como os Espíritas Podem Participar da Política?

Terminado o processo eleitoral de 2014, a sociedade brasileira parece que se dividiu em dois grupos rivais, com uma certa dose de intolerância no ar. Os eleitos logo que foram declarados vencedores iniciaram um processo de unificação e pacificação dos ânimos.

A realidade é que houve um despertar politico da sociedade, com todos querendo participar de alguma forma, expressando a sua opinião, nem sempre de maneira democrática.

O que é uma democracia?

Como participar da democracia?

Somos cidadãos que escolhem governantes temporários, ou súditos que elegem pessoas para que resolvam nossos problemas?

Como construir soluções para os problemas da sociedade? Temos que participar? Como participar?

Haroldo Dutra Dias, Juiz de Direito do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, espírita desde os 15 anos, especialista em Língua Grega, Literatura Grega, Paleontografia e Crítica Textual, autor de uma tradução do Novo Testamento editada pelo Conselho Espírita Internacional em 2010, vai nos ajudar a refletir sobre as questões acima.

Assista à palestra (29 minutos) e participe da construção desta nova sociedade que todos esperam… Muita paz.

 

O Primeiro Centro Espírita do Brasil e o seu Criador Telles de Menezes

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Após 8 anos do lançamento do Livro dos Espíritos, em 17 de setembro de 1865, foi fundado em Salvador o Grupo Familiar de Espiritismo por Luiz Olympio Telles de Menezes – primeiro Centro Espírita do Brasil. Além da disseminação dos ensinamentos espíritas, o Grupo também dedicava-se à caridade, ajudando os mais necessitados.

É interessante destacar que durante o primeiro dia de abertura do Centro, durante uma sessão mediúnica, o Grupo recebeu a primeira mensagem dos espíritos através de uma mensagem psicografada, cuja mensagem fora assinada pelo espírito chamado de Anjo Brasil.

Assim que soube da existência do Centro Espírita a Igreja Católica atacou imediatamente. O Arcebispo da Bahia e Primaz do Brasil, Dom Manoel Joaquim da Silveira apresentou o Espiritismo para a sociedade como sendo um atentando formal contra a verdade Católica e que a doutrina, por contrariar a religião do Estado, era também contra o Estado.

Luiz Olympio, em defesa da Doutrina, imediatamente escreveu uma carta aberta afirmando que “O Espiritismo tem de passar por provas rudes e nelas Deus reconhecerá sua coragem, sua firmeza e sua perseverança. Os que se ausentam por um simples temor ou por uma decepção, assemelham-se a soldados que somente são corajosos em tempos de paz, mas que, ao primeiro tiro, abandonam as armas”.

Cabe aqui um relato maior sobre Luiz Olympio Telles de Menezes, pois, além de ter fundado o primeiro Centro Espírita do Brasil, foi ele também o responsável pelo primeiro veículo informativo da Doutrina Espírita: o jornal “O Echo D´Alêm-Tumulo”. O jornal teve a sua primeira publicação em julho de 1869 e, em novembro do mesmo ano, foi traduzido e publicado na Revista Espírita (criada por Alan Kardec).

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A matéria destinada ao jornal brasileiro é introduzida pelo seguinte trecho:

“O Eco de Além-Túmulo aparece seis vezes por ano, em cadernos de 56 páginas in-4o, sob a direção do Sr. Luiz Olympio Telles de Menezes, ao qual nos apressamos imediatamente a endereçar vivas felicitações, pela iniciativa corajosa de que nos dá prova. Com efeito, é preciso grande coragem de opinião para criar num país refratário como o Brasil um órgão destinado a popularizar os nossos ensinamentos. A clareza e a concisão do estilo, a elevação dos sentimentos ali expressos, são para nós uma garantia do sucesso dessa nova publicação. A introdução e a análise que o Sr. Luiz Olympio faz, do modo pelo qual os Espíritos nos revelaram a sua existência, pareceram-nos bastante satisfatórias. Outras passagens, referindo-se mais especialmente à questão religiosa, dão-nos ocasião para algumas reflexões críticas.”

Luiz Olympio fez de “O Echo D´Além-Túmulo” um instrumento para melhor defender e propagar a Doutrina Espírita, após ser profundamente atacado pela imprensa e Igreja Católica da Bahia. Tal fato pode ser comprovado na passagem apresentada a seguir (extraída da primeira edição de seu jornal):

“A idéia do Espiritismo não foi concebida por ninguém; consequentemente, ninguém é o seu autor. Se os Espíritos não se tivessem manifestado espontaneamente, por certo o Espiritismo não existiria. Portanto, o Espiritismo é uma questão de fato, e não de opinião, não podendo as denegações da incredulidade prevalecerem contra esse fato. A rapidez de sua propagação prova exuberantemente que se trata de uma grande verdade que, necessariamente, há de triunfar de todas as oposições e de todos os sarcasmos humanos; e isso não é difícil de demonstrar, se observarmos que o Espiritismo faz os seus adeptos principalmente na classe esclarecida da sociedade.”

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Telles de Menezes também foi um dos defensores da libertação dos escravos. A cada assinatura vendida de “O Echo D’Além-Túmulo”, parte do dinheiro era destinada à compra da libertação de negros e escravos na Bahia. Esta ação muito tem a ver com os ensinamentos de Jesus Cristo, os quais propõem a vivência da fraternidade entre os povos para que todas convivam em harmonia.

Há poucos registros encontrados sobre a vida deste espírito de luz durante a sua vida terrena. Porém, o pouco do que se tem divulgado deixa claro que Luiz Olympio teve muita importância para a disseminação do Espiritismo no Brasil.

Fontes:
http://espiritismoconquista.blogspot.com.br/p/o-primeiro-centro-espirita-do-brasil.html
http://www.redeamigoespirita.com.br/profiles/blogs/fundador-do-primeiro-centr-espirita-do-brasil-o-legado-de-luiz-ol
http://www.ceismael.com.br/artigo/origens-do-espiritismo-brasil.htm
http://www.searabendita.org.br/site/detalhe.php?codigo=124
http://livrariaflamarion.com.br/Espiritualismo/Allan%20Kardec/Revista%20Espirita/AK1869.pdf
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Expoentes da Medicina Atuantes no Espiritismo

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Na medicina temos muitos profissionais que acreditavam na espiritualidade e mediunidade nos homens e se dedicaram a estudá-la.

Dentre eles temos um Prêmio Nobel Charles Robert Richet (25/08/1850 – 04/12/1935) francês, fisiologista que inicialmente investigou uma variedade de assuntos, tais como a neuroquímica, digestão, respiração, termorregulação em homeotérmicos animais. He won the Nobel Prize “in recognition of his work on anaphylaxis ” in 1913. [ 1 ]

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Ele ganhou o Prêmio Nobel em reconhecimento do seu trabalho em anafilaxia, em 1913. He also devoted many years to the study of spiritualist phenomena. A anafilaxia é uma grave reação alérgica que é rápida no início e pode causar a morte. Ele normalmente provoca uma série de sintomas, incluindo uma erupção cutânea, inchaço da garganta, e pressão arterial baixa. Common causes include insect bites/stings, foods, and medications.As causas mais comuns incluem picadas de insetos / ferroadas, alimentos e medicamentos. Esta pesquisa ajudou a elucidar a febre do feno, asma e outras reações alérgicas a substâncias estranhas e explicou alguns casos previamente não compreendidos da intoxicação e morte súbita.

Ele também dedicou muitos anos para o estudo de fenômenos espíritas. Richet acreditava que a mediunidade podia ser explicada fisicamente devido à projeção externa de uma substância material (ectoplasma) do corpo do médium.

Outro expoente na área de medicina espiritual é Marlene Nobre, médica ginecologista e obstetra, espírita de berço, fundadora e presidente da AME – Associação Médico-Espírita Brasileira, hoje atua nas tarefas do Grupo Espírita Cairbar Schutel (GECS), do Lar do Alvorecer, da Folha Espírita, da AME-Brasil e Internacional.

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O objetivo das AMEs pelo mundo afora é a construção da espiritualidade na Medicina. Como afirmou Marlene Nobre “Aos poucos, os preconceitos vão sendo vencidos e os novos conceitos passam a ser incorporados pela maioria das instituições de saúde, beneficiando, em muito, a vida no planeta. Mas é preciso paciência. E, sobretudo, tolerância e compreensão, porque, como dizia Einstein, é mais fácil quebrar um átomo do que um preconceito”.

Conhecemos no 6º. Encontro mundial de Magnetizadores Espíritas deste ano o médico Dezir Vêncio, especialista em nefrologia, professor em Clinica Médica da Universidade Federal de Goiás, vive-presidente da FEEGO – Federação Espírita do Estado de Goiás e palestrante espírita. Atua no Centro Espírita em Goiânia e tem feito palestras a muitos anos sobre Magnetismo, inclusive na AME-GO da qual é colaborador.

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Tem apresentado palestras nos EMME – Encontro Mundial de Magnetizadores Espíritas constantemente sobre temas como Fibromialgia e Coerência Cardíaca, apresentado este ano.

A participação de profissionais da medicina nos trabalhos espíritas vem fortalecer os laços da religião e da ciência que estavam afastados, procurando fundamentar através da criação e realização de pesquisas e estudos os fenômenos acontecidos.

BIBLIOGRAFIA
– Bibliografia de Charles Robert Richet – http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Robert_Richet;
– Entrevista com Marlene Nobre – http://www.portalespiritualista.org/entrevistas/587-entrevista-com-marlene-nobre;
– Devir Vêncio – http://medicinaespiritual.blogspot.com.br/2008/04/porque-o-magnetismo-dr-dezir-vencio.html;
– AME Brasil – http://www.amebrasil.org.br/2011/.

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A Inteligência dos Animais

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Dia 23 de julho de 1949 em Paris, França, aconteceu o Congresso Nacional Espírita da França, na sede da União Espírita Francesa, com o tema central “A inteligência dos animais”, sendo Presidente o sr. Henri Regnault.

Observemos que já naquela época este assunto era objeto de profundas reflexões, haja vista ser o tema principal deste encontro de estudiosos da essência espiritual.

O que nos diz sobre isso O Livro dos Espíritos? Na parte segunda capítulo 11, Os Três Reinos, o Espírito da Verdade abordará com Kardec este tema.

Na questão 585 temos: Sob o ponto de vista material, há apenas seres orgânicos e inorgânicos; sob o ponto de vista moral há, evidentemente, quatro graus – minerais, vegetais, animais e os homens.

Nesta mesma questão Kardec explica:

Esses quatro graus têm, de fato, características nítidas, ainda que seus limites pareçam se confundir. A matéria inerte, que constitui o reino mineral, tem somente uma força mecânica. As plantas, ainda que compostas de matéria inerte, são dotadas de vitalidade.

Os animais, compostos de matéria inerte e dotados de vitalidade, têm, além disso, uma espécie de inteligência instintiva, limitada, com a consciência de sua existência e de sua individualidade.

O homem, tendo tudo o que há nas plantas e nos animais, domina todas as outras classes por uma inteligência especial, sem limites fixados, que lhe dá a consciência de seu futuro, a percepção das coisas extra materiais e o conhecimento de Deus.

Mas, quando pensamos nos animais sempre imaginamos o nosso bichinho de estimação, com o qual nos relacionamos de forma muito amorosa e, via de regra, somos correspondidos, de maneira que ficamos a pensar se não há mais do que instinto nestes seres. Como Kardec explicaria isso?

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Na questão 592 deste mesmo capítulo teremos a seguinte explicação:

Q 592 – Se compararmos o homem e os animais sob o ponto de vista da inteligência, a linha de demarcação parece difícil de estabelecer, porque alguns animais têm, sob esse aspecto, uma superioridade notória sobre alguns homens. Essa linha pode ser estabelecida de uma maneira precisa?

– Sobre esse ponto vossos filósofos não estão de acordo em quase nada: uns querem que o homem seja um animal e outros que o animal seja um homem; todos estão errados.
O homem é um ser à parte que desce muito baixo algumas vezes, ou que pode se elevar bem alto.

Fisicamente o homem é como os animais, e até menos dotado que muitos deles; a natureza deu aos animais tudo o que o homem é obrigado a inventar com sua inteligência para satisfazer suas necessidades e sua conservação.

É verdade que seu corpo se destrói como o dos animais, mas seu Espírito tem uma destinação que somente ele pode compreender, porque apenas o homem é completamente livre.

Pobres homens que vos rebaixais além da brutalidade! Não sabeis vos distinguir? Reconhecei o homem pelo sentimento que ele tem da existência de Deus.

Na questão 593 Kardec amplia a explicação e apresenta argumentos bastante esclarecedores sobre a inteligência dos animais:

(…) Há neles uma espécie de inteligência, cujo exercício é mais exclusivamente concentrado sobre os meios de satisfazerem suas necessidades físicas e proverem à sua conservação.

Entre eles, não há nenhuma criação, nenhum melhoramento; qualquer que seja a arte com que executem seus trabalhos, fazem hoje o que faziam antigamente, nem melhor, nem pior, conforme formas e proporções constantes e invariáveis.

O filhote, isolado da sua espécie, não deixa de construir seu ninho com o mesmo modelo sem ter recebido o ensinamento. Se alguns são suscetíveis de uma certa educação, seu desenvolvimento intelectual, sempre restrito a limites estreitos, é motivado pela ação do homem sobre uma natureza flexível, uma vez que não fazem nenhum progresso próprio.

Mesmo o que alcançam pela ação do homem é um progresso efêmero e puramente individual, já que o animal, entregue a si mesmo, não tarda a retornar aos limites que a Natureza lhe traçou.

Com as explicações acima é possível fazer uma ideia melhor dessa inteligência que pensamos ter os animais. Na verdade precisaríamos encontrar uma palavra diferente para definir duas coisas que são diferentes, quais sejam a inteligência do homem e do animal. Seguindo ainda pelo capítulo 11 da segunda parte do Livro dos Espíritos, Kardec nos fala da “alma” dos animais e de seu livre-arbítrio:

Q 598 A alma dos animais conserva, após a morte, sua individualidade e a consciência de si mesma?

– Sua individualidade, sim, mas não a consciência de seu eu. A vida inteligente continua no estado latente.

Q 599 A alma dos animais tem a escolha de encarnar em um animal em vez de outro?

– Não; ela não tem o livre-arbítrio.

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Já estamos conseguindo clarear melhor esse conceito da inteligência animal. A esta altura de nossa reflexão percebemos que os animais não tem a consciência de sua individualidade, sua inteligência está adormecida, latente, e por isso não tem o livre-arbítrio, ou seja, condições de escolher o que fará de sua vida.

Ora, se não tem livre arbítrio, e nem consciência de si mesmo, não pode ter vida moral, mas apenas material, isto é, voltada apenas para a sua conservação. Daí a inteligência apenas “instintiva”.

Aqui chegaremos ao ponto alto dessa reflexão, quando Kardec questiona o Espirito da Verdade sobre a fonte desses dois tipos de inteligência. Vejamos:

Q 606 – De onde os animais tiram o princípio inteligente que constitui a espécie particular de alma, da qual são dotados?

– Do elemento inteligente universal.

Q 606a – A inteligência do homem e a dos animais vêm de um princípio único?

– Sem dúvida. Mas no homem ela recebeu uma elaboração que o eleva acima do animal.

Surpresa! O Espírito da Verdade afirma a Kardec que o principio inteligente humano vem da mesma fonte, de um principio único. Mas, se viemos de um princípio único, um dia passamos pelo reino animal? Nós, da espécie humana, passamos pelo reino animal, ou encarnamos um dia num animal?

Q 607 – Foi dito que a alma do homem, em sua origem, está no estado semelhante ao da infância da vida corporal, que sua inteligência apenas desabrocha e ela ensaia para a vida. Onde o Espírito cumpre essa primeira fase?

– Em uma série de existências anteriores ao período que chamais humanidade.

Q 607a – Assim, pode-se considerar que a alma do homem teria sido o princípio inteligente dos seres inferiores da Criação?

– Não dissemos que tudo se encadeia na natureza e tende à unidade?

É nesses seres, que estais longe de conhecer inteiramente, que o princípio inteligente se elabora, individualiza-se pouco a pouco e ensaia para a vida, como já dissemos.

É, de algum modo, um trabalho preparatório, como a germinação, em que o princípio inteligente sofre uma transformação e torna-se Espírito.

É então que começa o período da humanização e com ela a consciência de seu futuro, a distinção entre o bem e o mal e a responsabilidade de seus atos. Assim como depois da infância vem a adolescência, depois a juventude e, enfim, a idade adulta. (…)

Com muita clareza e sem rodeios, pelo que acima podemos analisar, temos os elementos para uma profunda reflexão de como devemos nos relacionar com estes seres da criação.

Que cada um e cada uma, aguce o seu senso crítico, e tire as suas conclusões do que acima apresentamos. Quer analisar melhor este assunto? Veja em O Livro dos Espíritos, capítulo 11 da parte terceira; questões 71 e seguintes deste mesmo livro que analisa a “Inteligência e o Instinto”; em A Gênese (Kardec) veja no capítulo 3, o item “o Instinto e a Inteligência”. Finalmente recomendamos o livro A Alma dos Animais, de Celso Martins.

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“A alma dorme na pedra, sonha no vegetal, agita-se no animal e acorda no homem”. (Leon Denis)

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