O Maior Brasileiro da História

Se Chico Xavier ainda estivesse encarnado, ele completaria no próximo dia 2 de abril a idade terrena de 103 anos. Por isso, faremos nossa justa homenagem a esse homem que inspirou milhões de brasileiros a olhar para a vida com fé, esperança e amor.

Numa época em que o Brasil está carente de exemplos de dignidade, honradez e amor ao próximo, devemos evocar em nossa memória a figura e a conduta de Francisco Cândido Xavier, um homem simples, feito a maioria dos brasileiros honestos, que nasceu em berço pobre, trilhou o caminho dos humildes e de forma modesta soube partilhar com imensa generosidade e sabedoria os ensinamentos que adquiriu no mundo espiritual.
maior1
O nosso Chico Xavier nasceu na cidade mineira de Pedro Leopoldo em 2 de abril de 1910, e desde os quatro anos de idade já manifestava sinais de excepcional mediunidade.

Ainda criança provou das agruras da vida tornando-se órfão aos cinco anos com o desencarne de sua querida mãe, Maria João de Deus. E por contingência da penúria financeira em que se encontrava a sua família, se viu obrigado a morar na casa de sua madrinha, mulher severa e ignorante que lhe impunha rígidos castigos físicos e morais.

Mesmo assim, a personalidade de Chico Xavier apresentava um caráter inquebrantável – herança de outras vidas – incapaz de qualquer maldade ou de desobediência. E foi nessa época difícil que o menino Chico, sentindo a falta do amparo materno, conversava com o espírito de sua mãe: – “Mamãe, foi Jesus que mandou a senhora nos buscar? Ela sorriu e respondeu: – Foi sim, mas Jesus deseja que vocês, os meus filhos espalhados, ainda fiquem me esperando… Aceitei o que ela dizia, embora chorasse, porque a referência a Jesus me tranquilizava. (…)

Aos 17 anos de idade, ainda em sua cidade natal, Francisco Cândido Xavier assume publicamente a sua missão mediúnica no dia 8 de julho de 1927, psicografando as primeiras dezessete folhas de papel, tratando sobre os deveres do espírita-cristão.

Segundo depoimento do próprio Chico Xavier: (…) – “Era uma noite quase gelada e os companheiros que se acomodavam junto à mesa me seguiram os movimentos do braço, curiosos e comovidos. A sala não era grande, mas, no começo da primeira transmissão de um comunicado do mais Além, por meu intermédio, senti-me fora de meu próprio corpo físico, embora junto dele. No entanto, ao passo que o mensageiro escrevia as dezessete páginas que nos dedicou, minha visão habitual experimentou significativa alteração. As paredes que nos limitavam o espaço desapareceram. O telhado como que se desfez e, fixando o olhar no alto, podia ver estrelas que tremeluziam no escuro da noite. Entretanto, relanceando o olhar no ambiente, notei que toda uma assembleia de entidades amigas me fitavam com simpatia e bondade, em cuja expressão adivinhava, por telepatia espontânea, que me encorajavam em silêncio para o trabalho a ser realizado, sobretudo, animando-me para que nada receasse quanto ao caminho a percorrer.”

maior2
Outro fato que marcou profundamente a trajetória do médium foi o seu encontro com o espírito de Emmanuel, seu mentor e companheiro que teve uma de suas encarnações terrenas na personalidade de um Senador Romano, contemporâneo de Jesus de Nazaré. Emmanuel deu-lhe orientações básicas para o trabalho que deveria desempenhar. Eis a primeira:
Emmanuel – Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus?
Chico – Sim, se os bons espíritos não me abandonarem… (Respondeu o médium).
Emmanuel – Não será você desamparado, mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem.
Chico – E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso?
Emmanuel – Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço… (Antes que o protetor se calasse o rapaz perguntou):
Chico: – Qual é o primeiro?
Emmanuel (A resposta veio firme): – Disciplina.
Chico – E o segundo?
Emmanuel – Disciplina.
Chico – E o terceiro?
Emmanuel – Disciplina.

Em outra importante orientação recebida foi assim relembrada por Chico: – “Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e, disse mais, que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo.”

Mesmo recebendo os mais variados donativos de pessoas beneficiadas por seus préstimos espirituais, incluídos entre esses bens materiais: Canetas, carros e fazendas; Chico fazia uso da caridade repartindo todos esses donativos entre os desvalidos, através de instituições beneficentes, sendo que, sustentava-se, exclusivamente, com seu modesto salário de datilógrafo no Ministério da Agricultura. Dos seus 450 livros psicografados que venderam mais 45 milhões de cópias, Chico registrou em cartório a doação de todos os direitos autorais a que teria direito em favor de instituições beneficentes espíritas, demonstrando, assim, exemplo de abnegação, cidadania e amor ao próximo.
maior3
Tanto as obras literárias como a pessoa emblemática de Chico Xavier inspiraram peças teatrais, filmes, novelas, canções e livros traduzidos para o esperanto, o francês, o inglês, o espanhol, o japonês, o tcheco e o polonês, entre outros. A começar pela sua primeira obra publicada em 1932, intitulada “Parnaso de Além-Túmulo”, até o último filme lançado no Brasil com o nome de “As Mães de Chico Xavier”, observa-se uma profunda influência desse médium sobre as artes brasileiras. Um exemplo pitoresco encontramos nos anos 70, quando o cantor Roberto Carlos revela no Programa “Flávio Cavalcanti”, a influência das obras do Chico nas letras das músicas de sua autoria.

Entre os inúmeros reconhecimentos prestados pela sociedade brasileira ao cidadão Francisco Cândido Xavier, destacam-se: Chico Xavier é o brasileiro que mais recebeu títulos de cidadão honorário na história; Em 1981 foi indicado ao prêmio Nobel da Paz; Em 2000 Chico foi eleito o “Mineiro do século XX”; Já em 2006, a Revista Época realizou uma pesquisa junto aos seus leitores a fim de saber quem era O MAIOR BRASILEIRO DA HISTÓRIA. De acordo com o resultado publicado pela Revista na edição de 09 de setembro de 2006, a enquete foi subdividida em duas: “A primeira pesquisa foi feita entre intelectuais, escolhidos pela revista, e a segunda dentre os leitores, que votaram pela internet. O júri da revista elegeu Ruy Barbosa; Todavia, a pesquisa feita junto aos leitores, elegeu Francisco Cândido Xavier”, que não se considerou dotado de tamanha importância. E em outubro de 2012, aconteceu uma enquete semelhante no programa O Maior Brasileiro de Todos os Tempos, transmitido pelo SBT, Chico foi eleito, mais uma vez, por voto popular, como “O MAIOR BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS”.
maior4
Mas, afinal, caro leitor, quem é o maior brasileiro da história? É um político? É um desportista? Ou é um escritor? Tenho certeza que para o nosso médium que fez de sua vida uma fonte de bênçãos, o maior brasileiro da história foi e sempre será o “próximo”, aquele cidadão comum que representa todos os Josés e todas as Marias a quem ele endereçou os seus ensinamentos.

Deus nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. Aquilo que colocarmos nela, corre por nossa conta.” (Chico Xavier)

“Até hoje chegam cartas a Uberaba, Minas Gerais, endereçadas a Chico Xavier. Vêm pelo correio ou são jogadas por cima do muro do centro em que ele trabalhava. Parece que seus autores não se lembram de que Chico não está lá – morreu há 8 anos. Quer dizer, o homem morreu. O mito não”. (Revista Super Interessante – Abril de 2010)

Grupo de Estudo e Pesquisa da Ordem Fraternidade Luz e Fé – FLF (abril – 2013)
Fontes:

http://www.febnet.org.br/

http://www.geem.org.br/173_02.asp

http://bussolaliteraria.blogspot.com.br

http://super.abril.com.br/religiao/investigacao-chico-xavier-561667.shtml

A visão espírita sobre a páscoa

Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava
Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava

A visão espírita sobre a Páscoa, a Quaresma e sobre a ressurreição de Jesus Cristo difere da visão as igrejas cristãs. A palavra “páscoa” significa “passagem” (vem do  hebraico: “pessach”) e é o dia em que se comemora a libertação do povo hebreu do cativeiro, libertado da escravidão por Moisés por volta de 1.441 A.C. Essa comemoração já era tradição quando o Nazareno ainda era menino, portanto, a Páscoa já era uma data comemorativa e comercial antes da morte do cristo. Desta forma, a Páscoa não surgiu para comemorar o seu fulgurante retorno do mundo dos mortos.

Baseados em uma fé raciocinada acreditamos que a espiritualidade superior, que rege os destinos da humanidade, se valeu dessa data para chamar a atenção do homem para a grande transformação que se avizinhava. E que permitiu que desde aquela Páscoa o mundo registrasse os grandes fatos históricos Antes de Cristo e Depois de Cristo (a.C. e d.C.). Foi para que ficasse gravada nos “corações e mentes” da humanidade a grandiosa lição do Mestre Divino: O perdão das ofensas.

Mestre sem precedente Jesus ensinou através do próprio exemplo como o seu povo deveria comemorar a verdadeira páscoa, numa alusão a todo seu evangelho de amor e de justiça.

Nascido judeu, Jesus viveu como judeu, falou aos judeus e foi morto pelos judeus durante a maior festa judaica e da forma mais dolorosa possível: a crucificação. Fato que desnuda a “justiça” primitiva da época. E, da mesma maneira, quando Ele transforma em ensinamento aquele ato de covardia quanto ao apedrejamento de Maria Madalena em praça pública. Jesus, secretamente, denunciou a cada alma presente seus graves débitos perante a Lei Divina, ficando, desta forma, eternizado como sendo o maior exemplo de modelo e guia para a humanidade.

Através da mediunidade e benevolência de Chico Xavier e do espírito de Emanuel, seu grande amigo e benfeitor, Chico nos revela que Jesus Cristo é a nossa páscoa, pois nos ensina que Ele não morreu para nos salvar; Mas sim, que Jesus viveu para nos mostrar o caminho da salvação.

E segundo as palavras do benfeitor: ¨Salvação é reparação, restauração, refazimento e regularização de débitos¨.

Desta forma, a Páscoa, na visão espírita, é a grande e última lição de Jesus encarnado no plano físico, como vitória da vida sobre a morte e na certeza da imortalidade da alma e da reencarnação como explicação para todas as dores e para a  almejada felicidade humana.

Já os quarenta dias de jejum e preparação para a Páscoa são estendidos pelos espíritas a todos os dias de nossa vida, após o encontro com o cristo redivivo e que exige uma postura renovada. Se  jejuar é necessário, então que  jejuemos não só de carne, drogadição e excessos sexuais. Jejuemos também da maledicência e atos egoístas, preparando-nos para “comer com o cristo a sua páscoa¨…Lucas (cap.22 versículos 15 e 16) “…Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa…”

Já no que concerne á ressurreição podemos afirmar que a interpretação tradicional aponta para a possibilidade da manutenção da estrutura corporal do Cristo no post mortem. Hipótese totalmente rechaçada pela ciência, em virtude da decomposição do corpo físico.

Enquanto as igrejas cristãs persistirem na crença de que Jesus subiu aos céus em “corpo e alma” e que o mesmo acontecerá a bilhões de corpos já decompostos que se eleitos ressurgirão no chamado juízo final, ocasião em o próprio Cristo separará os justos dos ímpios; Nós espíritas, alertamos para o bom senso, ou seja, compreendemos a impossibilidade física desses fatos.

E quando tentamos entender pela perspectiva espírita as aparições de Jesus após a sua morte física, na citada “Transfiguração de Cristo”, consideramos a utilização de fluídos mais densos por Ele utilizado (fluídos esses que são abundantes na natureza, tal a dos seres encarnados) que possibilitou ao Espírito Divino manifestar-se aos olhos de Maria Madalena e posteriormente aos Apóstolos e, desta forma, imortalizar sua última profecia nos Evangelhos de João e Matheus.

É chegado o momento em que ao celebrarmos a nossa páscoa nós desejamos fraternalmente todo o bem e que consigamos nos perdoar uns aos outros e a agir como se Jesus “permanecesse eternamente conosco¨, como de fato Ele o está. E, finalmente, da cruz façamos a ponte entre nós e quem necessita de Jesus em sua vida e das lições do Mestre à construção de um mundo melhor. Bênçãos!